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Crítica Literária Edna Lopes

A estória em quadrinhos Amana ao Deus dará,  de autoria da artista gráfica Edna Lopes, e esposa do Ed Motta, tem um precinho meio salgado nas livrarias e gibiterias: R$35,00, mas apesar de tudo, compensa a sua aquisição. Ela nunca foi fã de histórias em quadrinhos, mas passou a gostar após a leitura do S.O.S Meteoros. Talvez se não fosse a leitura desses quadrinhos, o seu talento como desenhista continuaria desperdiçado. Começou na pintura, fez desenhos para o site do seu marido.  Formada em jornalismo, o qual aplica seus conhecimentos nos quadrinhos, procurando retratar, mostrar, criticar, construtivamente,  a realidade.

Ed Motta, além da sua conhecida paixão pelo vinho (é um degustador de fino paladar, tem até adega em sua residência), é um colecionador voraz de discos de vinil, e também de boas revistas em quadrinhos, inclusive importadas, influenciando talvez, até mesmo estimulando, o talento de sua esposa.

30/10/2004

 

Fernando Sabino

Falecimento do escritor mineiro Fernando Sabino.

Carlos Medeiros  - 12/10/2004


Feira de Frankfurt

O Mundo Árabe  (Islã) - que é um dos grandes destaques da imprensa  mundial em termos de assunto que desperta atenção  -  é o tema desse ano da Feira de Frankfurt, na Alemanha. Aparentemente pelo que pudemos observar, há dois mundos no Islã, os que apreciam e se dedicam a paz, a harmonia, a literatura, a música, ou seja, ao que faz bem ao nosso espírito;  e os que desejam a guerra a qualquer preço, mesmo a custa de morte e  sofrimento dos seus próprios conterrâneos,  não aceitando uma outra alternativa/caminho, que não seja o do terrorismo.. 

O Iraque por sua vez   está coberto de razões/motivos para se rebelar contra o inimigo que invadiu o seu território, mas será esse o melhor caminho? 

O Japão que foi inimigo dos Estados Unidos nos tempos do Nazismo na Alemanha, e foi derrotado, deu a volta por cima escolhendo o caminho da paz, do conhecimento, do aprimoramento da tecnologia e se tornou um país totalmente diferente do que era no período anterior à 2ª guerra mundial, época em que os pais  vendiam as filhas para casamento, ou mesmo filhos para trabalho escravo. 

Se ocidentalizou no trabalho, na indústria, mas mantendo o lado oriental na religião e na cultura, deixando assim o caminho da guerra, anteriormente trilhado; para o da paz, e se tornando dessa maneira vencedores.

 


01/09/2004 No Caminho de Swan

Marcel Proust. Escritor francês, que viveu entre 1871 e 1922, época da iluminação a gás - não existia energia elétrica como hoje. Os livros eram lidos sob velas. 

O livro detalhista, minucioso na descrição dos pensamentos do personagem. Naquele tempo não havia a pressa de hoje, livros escritos a mão, ou em velhas máquinas de escrever. Ao escrever, parece que o autor viajava, sentia, vivia as palavras, que eram trabalhadas, sem pressa, levava anos para escrever um bom livro. Da mesma maneira acho que esse livro deve ser lido, sem pressa, devagar, sentindo, imaginando a época que a história foi criada. Imaginando o mundo naquela época sem televisão, sem cinema, sem rádio; tudo mais lento, as notícias de longe demorando para chegar, não havia o e-mail, se correspondiam por cartas. Hoje postamos um texto num blog, e instantaneamente a mensagem já se encontra ali, disponível para leitura. Naquele tempo demorava dias, dependendo da distância. 

Claro que de certa forma o mundo melhorou, a medicina está muito mais avançada, doenças mortais naquela época hoje são curadas com facilidade.  

Em trechos iniciais, os personagens se mostravam preocupados com a classe social dos seus novos contatos. Pessoas com comportamentos inadequados - costumes fáceis - não eram bem-vindos em seu convívio. 

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Muitas vezes ao procurar a verdade no mundo, na bebida, ou num escape, acabo chegando a lugar nenhum, e descobrindo que a verdade está em mim, que é só se dirigir ao meu espírito.

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É citado lanterna mágica no livro, deve ser o precursor do cinema.

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Uma senhora após ficar viúva não quis deixar Combray. Ou seja, saia de casa, pesseava pela pequena cidade do interior, mas sempre em Combray. Em seguida, deixou de sair de casa. Mais tarde, não saia do quarto. Conheço uma senhora assim, que não sai de casa e quando sai, notamos que fica visivelmente constrangida, sem jeito, como peixe fora d'água.

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Tem certos remédios que são tão antigos, como o caso da pepsina, que é citado nesse livro, aproximadamente em 1900.

 


02/09/2004 Brasileiro lê pouco

Uma pesquisa recente apontou Brasil com 180 milhões de habitantes, sendo que desse total, apenas 26 milhões lêem um livro a cada três meses. É muito pouco.

 

02/09/2004 Ler sem pressa

Em contra-partida à correria dos dias de hoje, estou procurando aproveitar mais a vida, sentir melhor as coisas que faço por prazer, como o caso da leitura. Leio um parágrafo, devagar, procurando entender, releio umas duas vezes, até seguir com mais um  parágrafo. Tenho feito isso especialmente com livros clássicos, que foram escritos em outra época, em que tudo tinha um ritmo bem mais lento, e que as leituras eram feitas sem pressa, cada frase repetida, degustada, até grudar na mente.

 

26/08/2004

O Xangô de Baker Street

Lia muito mais do que hoje. Cheguei a ler o livro " O Xangô de  Baker Street" do Jô Soares, de uma tacada só, num dia que era feriado. Hoje leio mais no monitor. Mas não consigo ler  ficção científica no computador, prefiro  ainda no papel.

Tem certos tipos de leitura que é melhor no monitor, como o Velho Testamento, que está no Word com a fonte formada para 18. Letras grandes, fáceis de ler, não sendo  necessário o uso de óculos.

 

06/06/2004

Dublinenses

James Joyce  publica aquele que se tornaria sua obra prima: o colossal Ulysses. Tentei ler esse livro umas três vezes. Colegas me perguntavam do que se tratava a monumental obra, não sei, respondia a eles. Lia uma página, dava uma pausa para analisar o que li e não sabia dizer. Ficava pensando, será que sou tão ignorante assim, que não consigo entender o que está escrito. Abandonei o livro,  larguei de lado, até hoje não voltei mais a ele.

A crítica sempre elogiava outra obra: Dublinenses. Mas tendo em vista a obra comentada acima, não me dispunha a ler, até que 20 anos depois a Dublinenses caiu em minhas mãos, e me dispus a ler. Para surpresa minha não tem nada a ver com Ulysses. Dublinenses é bem escrito, de forma inteligente, simples nas suas histórias, prazeroso no seu estilo, confesso que não concluí ainda a sua leitura, mas estou adorando, não tem nada a ver com Ulysses, que é uma obra prima mas escrito para apenas o próprio autor entender.

 

Julho/2004

O Sermão da Montanha

No momento estou lendo "O Sermão da Montanha", de Emmet Fox, de um teólogo norte-americano que disseca o famoso sermão, dando a ele uma interpretação própria.

O ponto básico da análise do autor em relação ao "SERMÃO DA MONTANHA", é o rancor, raiva em vários momentos pelo qual passamos em nossas vidas.

De acordo com o autor, o rancor prejudica em muito a nossa saúde, traz doenças. Concordo, e acho que todos nós concordamos e sabemos que o ódio só faz mal pra quem sente, nunca para o seu destinatário.

Emmet Fox afirma que devemos neutralizar esse ódio, mudar o pensamento, e até ajudar o inimigo, o causador de tanto rancor. Fazendo isso venceríamos todas as nossas doenças.

Nesse ponto a coisa complica. Dependendo do tamanho desse ódio, não dá pra simplesmente ignorar, fazer que nada sentimos, apenas amor em seu lugar, e tocar o barco pra frente. E também não acredito que substituindo, na prática, o rancor pelo amor, todas as doenças sumirão, uma vez que existem mil e uma causas para doenças, muitas delas externas.

Sabemos empiricamente, por experiência própria, que se contivermos a raiva, prendê-la dentro de nós mesmos, simplesmente ignorando-a, não a jogando de alguma maneira para fora, logo, ela explodirá dentro de nós em forma de terríveis doenças, talvez até mesmo fatais, como o infarte.

Devemos sim, de alguma maneira extravasar essa energia negativa (ódio, rancor) pondo-a para fora, seja desabafando com alguém, blogando, escrevendo um diário, assistindo a um jogo de futebol e xingando o juiz, ou fazendo algum tipo de exercício físico (pode ser qualquer um: chutando o ar, socando o ar, gritando, as artes marciais fazem isso).

Não Julgueis para não serdes julgados, e com a mesma medida que julgares outrem será julgado. E mesmo quando ajudarmos alguém não esperarmos gratidão dessa pessoa. A retribuição para as coisas que fazemos normalmente virão de outras pessoas que nos ajudarão de alguma forma, e sem saber de nada. Esse é a mensagem principal do livro, seguindo esse preceito estaremos agradando a Deus. Mensagem essa também difundida pelo budismo e hinduísmo. 

 


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