lisieux

Nome: Terezinha de Lisieux Batista Souza
Apelido: lisieux (em minúscula)
Sou de Belo Horizonte, MG, casada há 25 anos e mãe de 4 filhos.
Sou Bacharelanda em Teologia pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo - SP.
Amo a minha língua e fiz quase três anos do curso de Letras, o qual larguei pra me dedicar totalmente á Teologia.
Faço poesia desde garota e uso meus poemas como catarse, como uma forma de extravasar o que me vai no interior, uma forma de exorcizar meus fantasmas.
Na Net, tenho encontrado vários amigos e poetas maravilhosos e aprendido muito com eles.
É isso! Vamos pois viajar na minha, na nossa poesia...

 

*

Entranhado amor
lisieux


Entranhado amor que rouba-me os sentidos
Que sussurra-me frases-feitas nos ouvidos
Que traz à mente imagem de tempo passado
E que caminha aqui comigo, lado a lado...

Entranhado amor que nunca mais me deixa
Que me tolda os olhos... me sufoca a queixa
Que tapa os meus ouvidos, não me deixa ouvir...
Que fere o coração... me impede de sentir...

Entranhado amor que é meu companheiro
Que é o meu guia cego, doce conselheiro
Que não me deixa ver nenhuma das paisagens
E que só guarda na retina a tua imagem...

09.04.03
 

&

PORTO ALEGRE
lisieux
 
porto
de desejos
porta
que descortina
aposentos mágicos...
Frio lá fora,
coração aquecido
pelo chimarrão
na cuia,
"seios" ocos
que passam
de
mão
em
mão
 
Brique da redenção,
Guaíba,
pôr-do-sol...
Cultura.
Quintana:
impassível
escultura
de bronze
conversando
com Drumond...
 
Porto-alegre...
porta-mágica,
caixinha de surpresas.
Represa
que me cerca,
me enlaça,
me abraça...
e
para sempre
aprisiona
nas águas do rio,
no azul do céu
o
meu
c
o
r
a
ç
ã
o
.
 
BH – 20.09.03


&

ESCRAVIDÃO
lisieux

Trago em minh'alma o peso das idades
vou carregando a carga dos pesares
nos olhos trago ilusórias cores
respiro turbilhões de falsidades

Trago no lombo o lanho dos chicotes
no lenho lanço ao vento os meus cantares
espalho no ar o cheiro dos decotes
para atiçar o cio dos tutores

Trago em meu ser o som de mil tambores
trago no corpo orgasmos e estertores
no coração sufoco os meus amores

Trago dentro do meu peito os dissabores
que vou fingindo que são indolores
para aplacar a fúria dos senhores.

BH - 09.01.04

*

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