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Amigos Poetas

 

PEIXÃO89

Sou Luiz Carlos Lopes, moro em Santo André, São Paulo.  Casado com Antonia desde 1986, me considero uma pessoa realizada. Publicitário de profissão, escriba de todas as horas, tenho um prazer imensurável pelo bom texto.

Participo em alguns e-books, no Grupo Forte da Net e na AVBL, além de diversos grupos, comunidades e sites, como por exemplo na Garganta da Serpente e Ecos da Poesia.
 

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OUTONAIS & PRIMAVERAS
Peixão89

Quedo pelo Maio que foi-se
Entre as labaredas de afrescos
E o vestal das folhas caídas
Que pairam na frígida manhã
Resto destes invernos surdos
Oriundos daquele pólo abaixo
Vergas outra baleia que passa
Fraciona o consorte longe da praia
Marta que desliza o bosque
Transgênica a mata em breu
Ourives das lágrimas em lata
Vestuto mar de dentro, afoito
Termas para novos beijos
No calor que te espera agora
O inseguro primeiro beijo
Na cálida boca, afaga
Face em rubores distintos
Vergo o olhar adiante
Entre som da bala que se cala
O tremor distante que oculta
Cá tão longe destas guerras
Prega o outono invernal
A espera desta primavera.

Lancei amarras neste Porto,
enquanto o coração
dilata por tua ausência.
Espero voltar os olhos para o bom da vida!

 

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SUMMERTIME
Peixão89
    
 

É aquele lamento de fundo da alma
É aquele copo, de novo vazio
Tantas angústias passadas a limpo
Tantos caminhos deixados de lado
Se o olhar está desviando-se
Se são tantas desculpas todos os dias
O medo de olhar de frente
O negar constante por um tudo bem
Ah! lamento que cava
Ah! angústia que dilui o compreender
Outro copo está vazio agora
Outro olhar para mais adiante
Aquele caminho que leva ao Jardim
Aquele carinho que traz mais desculpas
Quando olha para si
Quando lamenta por nada
Ouço aquela voz rouca nas ondas
Ouço o próprio coração a chorar.
 


&
 

Retrato falado de um espelho oculto
Peixão89


Mantos esparsos da paranóia
Cobrem assumidos indigentes do mesmo mundo
Mais que um simples retrato
Mais que uma vida insípida
Mais que qualquer outra coisa maldita
Um retrato falado de um espelho oculto
Trágico momento do homem
Este mesmo estúpido homem
Que caminha arguto pelo espaço
Caricato, sem espaço
Mas no espaço incerto de qualquer vida
Seus caminhos são estranhos
Assim como seu pensar, seu agir
A prepotência impera sobre seus atos
Sua ganância não tem limites
Seu ego é galgado ao preço de preciosidades
Uma vida pelo poder
Seja ele, limitado ou não
Pura paranóia
Oculto entre o espelho
Um trágico retrato
Ente estúpido e bastardo
Sua mão toca a desgraça
Como uma peste inócua
Ilógico, ambíguo, mas persistente
Pois como uma praga,
Busca refúgio em qualquer canto do espaço
Explora fronteiras ao seu bem próprio
Mesmo com medo de errar
É a própria antítese da vontade de ser
E ser não é apenas viver bem.
 

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