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SCHYRLEI PINHEIRO

Meu nome é Schyrlei Pinheiro.  Nasci na cidade maravilhosa, que, apesar de ter alguns problemas, continuará com seus encantos, sendo a menina dos olhos do Brasil.
Considero-me abençoada por aqui ter nascido e constituído minha família.
 Casei com o homem certo, temos três filhos  gerados com amor e que estão dando continuidade aos princípios de dignidade  que recebemos  como  herança  de nossas famílias, o que certamente manterá acesa a chama dos nossos sentimentos, o mesmo que despertou  em mim a poesia, sem receios ou compromissos que me obrigue a seguir a um determinado estilo.
Livre, dou asas à minha imaginação, podendo flutuar nas ondas, plantar sementes e remar nas águas, mesmo revoltas, sob o céu sempre iluminado pelo carinho de todos que merecem, por mim, serem amados e respeitados
 

*
 

A Luz e a Verdade
Schyrlei Pinheiro

 
Porquê Acontecem As Coisas?
Talvez  porque ainda te detenhas,
para questionar.
Siga a luz das estrelas,
que não se importam que  a chuva
transforme a terra em lama
ou,  com a seca 
que levanta a  poeira do nada,
ciente que o pó voa, sem asas,
sendo-lhe impossível 
vencer a velocidade
da luz e da verdade.


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A Força da Amizade
Schyrlei Pinheiro
 
Tens o calor,
que sustenta acesa,
a chama da esperança.
És sempre a primeira
 a cercar-nos de carinho,
 e, em silêncio,
 rogar por nós, ao Pai, perdão.
Consciente, trava lutas e lutas sozinha
 contra a solidão,
sem esperar nada em troca,
nem mesmo a gratidão,
Deixa-nos à sós, com  a bonança,
 depois da última lágrima secar,
 deixando teu perfume no até sempre  renovar
todas as alegrias,
que não tardam a chegar. 
 
Rio 08/04/04 
 


&
 

Vivendo em atos
Schyrlei Pinheiro
 
Atenção, o grande espetáculo vai começar.
Correria, todos cientes do papel a interpretar,
olhos fixos, esperam as cortinas do tempo abrir,
e a magia, no meio do nada, começa a aplaudir.
Surge a estrela, majestosa, dissipando as trevas,
exaltando a beleza, em cor .
Seu brilho aquece a alma do sonhador,
e, o vazio, enche-se de amor.
Personagens despertam cantando,
entoando a sinfonia da vida.
Repentinamente, sem aviso, as cortinas se fecham;
o vento chora,  a estrela se esconde,
 e a tempestade entra em cena.
Antes da hora, encerrou-se a sinfonia;
flashes  espelham o fim do dia
 com uma outra melodia,
chorosa,  com perfume de terra molhada. 
No centro do tempo,
a vida grita,
 o espetáculo vai continuar
 entre o abrir e fechar das cortinas,
 que divide  a peça e também a vida
em  atos.

23/11/03

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