SILVANA CERVANTES

Nasci em São Paulo,em maio de 66.
Formada em História, curso pedagogia.
Não sou poeta,escrevo como forma de lazer e terapia
Expresso sentimentos passados, presentes e assim, vou tocando o barco da minha vida.
Não guardo tesouros materiais. Minhas riquezas são:  Minha família , meus amigos e meu trabalho.
Sonho em ser uma velhota que anda de moto com sua calça jeans.  A única coisa que me tira do sério, é a hipocrisia.
Exagero não é redundância em mim.
Choro muito, sorrio muito, amo muito, vivo muito...
Silvana Cervantes

*

Bruxa, sim!
Silvana Cervantes

Então, usei feitiços para te prender? (risos)...
Monopolizei teu coração, são meus teus sentidos?
Cada gemido imaginado, cada sonho permitido?
Ora...
Entregar-se de alma, ao prazer, ser a própria sedução,
Afugentar  toda e qualquer dor,  com o coração
Encantar-se com a música, deixar livre a imaginação,
Percorrer os caminhos infinitos dos desejos carnais
Aliar tudo isso a pureza da alma quase infantil
Sorrir maliciosamente dos engodos da vida
Recomeçar do nada, a cada tombo, cada empurrão
Achar que pra tudo na vida tem solução
Amar o céu, o mar, o ar, as estrelas, ter a lua como guia
Chorar a cada palavra de amor, ter a emoção a flor da pele
Sentir o cheiro da vida ao se debruçar na janela na primavera
Gritar ao mundo que amo, que estou muito feliz
Despir-me devagar, de toda me entregar
Fazer-te ir do céu ao inferno num ato
O homem de todos, mais realizado

Se isso é o que chamam de feitiço...
Sou, então querido, realmente...
bruxa, sim!!!!!


&


Ah! Se eu pudesse...
Silvana Cervantes

Se eu pudesse agora me transportar,
Para o mundo do amor!
Mundo só nosso, insciente de pudores,
Inquinar seus pensamentos de loucuras,
Te tornar de todos o mais orgulhoso,
Se eu pudesse, tornar a distância fetiche,
Brinquedo seria sobreviver sua ausência.
Mostrar- te -ia o céu, veria  as estrelas,
Como brilham ao sabor do meu amor.
Provado o licor da paixão, nunca mais, partirias...
O porvir seria sempre agora, e reinaria absoluto
Se eu pudesse palmear teu corpo, sorver o calor, te beijar, lambuzar...
Não estaria agora sequiosa de ti.
Em nome de todos os sortilégios te juro amor,
Seria o Eldorado, nosso mundo de loucuras
E você, o rei, mais feliz do mundo.

Ah, se eu pudesse...


&


ENTÃO...
Silvana Cervantes


Então me amas?
E dizes:
-Velhas canções,
 traduzem com esmero, novos amores...
Concordo!
Velhos pardais ainda cantam
na velha árvore da praça...
E servem de orquestra para novos casais
que se beijam, e prometem amor eterno.
Bem assim, como fizeram nossos avós...
Eu também te amo...
Digo o quanto,
em meus versos,
em meus gestos...
E não apenas digo,
sinto!
 É  como se o mar,
engolisse os grãos de areia
e dela se fartando, soltasse espumas
de ondas em forma de gozo.
É como se um manto de lã,
acariciasse meu corpo nu, em dias frios.
Como se as borboletas no estômago,
virassem abelhas,
e fizessem mel dos meus suspiros,
ao te ver chegar.
E posso dizer,
Meu velho amor é novo,
Ou meu novo amor é velho,
Porque nosso amor, meu amor...
Não tem idade,
É sim vivido, com intensidade!

 

*
 

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