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Amigos Poetas

 

VICTOR JERÔNIMO

        
        
Victor Jerónimo é natural de Lisboa/Portugal
e vive no Recife
/ Brasil.
Gerente Fundador dos Grupos Ecos da Poesia
Membro académico da Academia Brasileira de Literatura
Membro efectivo da Academia Virtual Brasileira de Letras
Membro assistente do Instituto da Poesia Universal
Membro do CEN - Portal Cá Estamos Nós - Portugal
Membro do O Dono da Loja - Poesia do Mundo Lusófono
Participou na primeira Antologia Literária da Academia Virtual Brasileira de Letras.
No prelo “O Futuro Feito Presente” primeira Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia.
“Terra Latina” da ABRALI inserida no projecto PAAC
Em preparação “Agora e Para Sempre” livro de poemas em parceria com Mercêdes Pordeus.


*

FANDANGO
Victor Jerónimo

Com sombreiro na cabeça
Desafio-te na voluptuosidade,
Rodopiando e saracoteando
Na dança do fandango.

Em frémitos galanteadores
Rodopio à tua volta
Exaltado canto e grito
Em alegre sapateado.

Mulher bela e voluptuosa
Com teus gestos sensuais
Despertaste em mim o macho.

E no florir da alcachofra,
Descansamos enfim
Nossos loucos corpos.


&
 

PRECE CIGANA
Victor Jerónimo

Envolvido por um mágico e azul circulo
A saúde envolve-me em reforço
A Barô Cumô agradeço
Pela graça deste divino laço.

A Triana me concedeu o amor,
Envolveu-a com fitas coloridas
Mostrou-me todo o seu fulgor
E indicou-me o caminho da vida.

Cigana que danças ao som da zingara
Teu corpo rodopia na fogueira
Transformando meu coração num braseiro.

Ofereço-te esta taça de vinho como presente
Oh Santa Sara Kali Rainha Cigana
Para protegeres o nosso amor para sempre


&
 

TUDO SE ESVAI
Victor Jerónimo

A ternura de um tempo passado
Esvai-se no segundo do ultimo suspiro.
A sagração de um homem com a morte
Atingiu o limite possível e desejado.

Para trás ficou toda uma vida de sortilégios
Mas também de grandes vidas abençoadas.
Vidas em que as lutas foram muitas
E os cansaços endureceram as almas.

Tudo se esvai no tempo e tudo se consome
E no tempo dos tempos, tudo se transforma
Ficando apenas as recordações imediatas.

Cabe a nós simples mortais errantes
Sabermos e termos como cuidar da alma
Pois o corpo, esse Apólo... se finda.

*

Direitos Autorais Reservados


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