Homens terrenos,
ingênuos descrentes
Nascidos de semens errantes
Jogados em úteros lascivos
Sementes daninhas de seres mesquinhos.
Crescido em alcovas doentes
de ambientes luxurientos,
com conceitos nocivos
a formar monstros viventes.
Assassinos vis, sádicos, dementes.
Lazarentos de almas corroídas.
Noivas de diabos avarentos.
Fiéis de cultos malignos,
de romarias macabras
Saudando demônios em cânticos delirantes!
Vocês animais repugnantes
Podres vegetos materiais
Hão de sentir o látego
Sulcar fundo a carne fétida
Até explodirem as veias
e romperem os tecidos
Mas não percam os sentidos
homens descrentes
Zombadores da fé!
E antes dos ossos arderem em chamas
Dilatem as vísceras
E num último e gutural lamento
Supliquem perdão...
Talvez haja tempo...
Talvez Deus os ouça!
 

*
 

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