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| A verdadeira história da rede 89 FM |
Uma rádio que preferiu o comercialismo à "vanguarda"
A rádio 89 FM poderia ter sido uma das mais promissoras rádios do país. Embora nunca tenha figurado, de fato, na vanguarda do radialismo rock, não estando sequer entre as pioneiras do gênero, surgidas entre 1982 e 1983, a 89 FM poderia ter sido, pelo menos, uma seguidora correta e eficaz das rádios de rock originais. Uma seguidora longe de ser genial ou revolucionária, mas apenas correta.
No entanto, o comercialismo fácil seduziu a emissora paulista que apostava numa suposta imunidade ética, ou seja, poderia cometer qualquer erro que a 89, na condição aparente de "rádio rock", não seria jamais punida pela opinião pública. Isso na teoria. Na prática, com o tempo a 89 FM decaiu, tentando a todo custo buscar simultaneamente um prestígio igual ao da Fluminense FM de Niterói (RJ) e um desempenho de audiência e dinheiro de uma Rádio Cidade (rádio que, sediada no Rio de Janeiro, criou uma rede de rádios pop, na linha "só sucesso", mas que nos anos 90 sucumbiu ao perfil viciado da 89 FM).
Aqui mostramos a verdadeira história da 89 FM, sem ocultarmos seus momentos lamentáveis, na finalidade de informar a você, internauta, do diagnóstico de uma rádio que surgiu querendo ser alternativa mas que depois se entregou ao comercialismo, traindo a verdadeira filosofia do radialismo rock.
1985-1988 - Programação não era 100%,
mas estava acima da média
1988-1994 - 89 FM flerta com o
"paradão", mesmo dentro do rock
1994 até hoje - 89 FM adota perfil
"Jovem Pan" e poucos percebem