24/11/2005 - ROBIN GIBB NO BRASIL
Pela primeira vez, um integrante dos Bee Gees fez show no Brasil. Robin Gibb esteve no Credicard Hall dia 24 de novembro de 2006 apresentando-se para uma platéia de 4 mil espectadores.
Apesar de ser suspeito para falar, posso dizer que o show foi excelente (se fosse ruim eu falaria do mesmo jeito). Quem viu o DVD oficial gravado na Alemanha não viu nada. O show no Brasil foi muito melhor. Ao contrário do DVD, no Brasil a voz do Robin estava em primeiro plano, apareceu em todos os momentos, não foi encoberta pelos músicos. Robin foi uma simpatia com o público, carismático.
O repertório foi adequado ao gosto dos latinos: os grandes hits e disco music. Só músicas dos Bee Gees, com exceção de Juliet.
Tecnicamente o show foi muito bom. Quem acha que existe qualquer sinal de decadência na voz do Robin precisa ver ele ao vivo. É impecável, uma voz perfeita, sempre nos tons certos.
A orquestra estava do tamanho adequdo, não foi aquela fanfarra da Alemanha que vimos no DVD oficial. A leitura de Robin para as músicas do Barry é também perfeita, nada a questionar. Resumindo: Robin pode e deve cantar tudo o que ele quiser.
A CHEGADA



Robin chegou ao Brasil por volta de 8 horas da manhã do próprio dia 24 de novembro no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
Foi recepcionado pelo pessoal do nosso grupo. Lá estiveram a Osmarina, Andréia, Verônica, João e Nilton. Robin deu vários autógrafos, tirou fotos e recebeu presentes.
Tudo com muita simpatia e atenção.
O SHOW
O REPERTÓRIO DE ROBIN NO BRASIL

1- Emotion
2 - I've gotta get a message to you
3 - How deep is your love
4 - Nights on Broadway
5 - I started a joke
6 - Massachusetts
7 - How can you mend a broken heart
8 - Night fever
9 - New York mining disaster 1941
10 - Holiday
11 - More than a woman
12 - Saved by the bell
13 - To love somebody
14 - First of may
15 - Words
16 - You win again
17 - Juliet
18 - You should be dancing
19 - Jive talkin'
20 - Stayin' alive
21 -Tragedy
22 - Stayin' alive
INFORMAÇÕES DE QUEM ACOMPANHOU O SHOW NOS BASTIDORES

1) Vejam que interessante: como sabemos, a orquestra era brasileira (apenas o maestro era Alemão). A orquestra e a banda – enfim, os músicos juntos – passaram o som uma única vez à tarde. Robin não fez passagem de som, nem aqui, nem na Alemanha. Ou seja: entrou no palco e saiu cantando. E mais, ele não via a banda havia quase um mês. Reencontrou os caras no hotel e foi pro palco.

2) Falando nisso, Robin chegou ao Credicard Hall apenas 10 minutos antes do show. Se concentrou e já foi cantar. Na saída, deixou o palco e foi imediatamente para o carro, seguindo para o hotel, bastante cansado.

3) Por conta disso, uma garota da orquestra veio se queixar para mim que ele nem se despediu, saiu correndo. Imagino o que passou na cabeça dela: tocou com Robin Gibb, mas nem viu o cara no ensaio, não o viu nos bastidores e nem depois do show. Para aqueles músicos privilegiados, Robin foi quase uma aparição.

4) Agora, o mais importante: a banda do Robin ficou com uma impressão positiva do Brasil, considerou o retorno muito bom. A princípio, essa teria sido também a impressão do Robin. Porém, o Robin ficou assustado com o paquiderme que o agarrou, inclusive machucando seu pescoço. Então, o calor e a recepção foram bem vindos, mas a falta de respeito não. Robin não ficou satisfeito com a invasão do palco.
Set list original usado pela banda, com erro e tudo
O MOMENTO GROTESCO
Infelizmente a falta de educação e respeito de algumas pessoas prejudicou o show. Alguns ignorantes se acharam no direito de invadir o palco e, além de fazerem papel de bobos, atrapalharam a apresentação. Robin chegou a ser arrancado do microfone enquanto cantava First of May.
O palco é território do artista. Robin foi muito paciente .
O tratamento para essas pessoas de baixo nível deveria ser o mesmo dado aos torcedores que invadem um campo de futebol: deveriam sair carregados pela polícia.
O acontecimento foi tema em vários grupos de discussão no mundo e mais uma vez a imagem do Brasil saiu arranhada no exterior por conta de pessoas que não estavam à altura do espetáculo.
DEPOIS DO SHOW

Robin saiu rapidamente e voltou para o Hotel Transamérica, onde ficou hospedado. Um grupo de fãs foi até lá, mas fomos informados que Robin não desceria do quarto porque embarcaria já às 5 da manhã para a Argentina. No entanto, quem voltou ao hotel ainda pela madrugada pôde se despedir dele.
AINDA NA AMÉRICA LATINA

Depois de passar pelo Brasil, Robin encerrou sua curta turnê pela América Latina com shows em Buenos Aires, na Argentina, e na Cidade do México, a capital mexicana.
ARGENTINA
MÉXICO
VOLTAR PARA A HOME
1