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Sem Intinerário... Anne Cembranelli.



SEM INTINERÁRIO.

Ofereço minha face ao vento, perco a noção do tempo e olho o imenso mar.
Minhas mãos molhadas, ficam impregnadas do sal da água, do sal da vida.

Hoje não quero intinerário, quero ficar à deriva, a vislumbrar o horizonte, a ouvir o vento, o som, o lamento, o bonito canto, que parecem me seduzir.

Opto pelo pequeno, lá longe, um barquinho minúsculo, um homem solitário a pescar, as conchas sob meus pés e o silêncio...

O silêncio é tão profundo que parece triste, mas não é. Gosto dele e da areia úmida. Tudo me é familiar:

O mar, a areia molhada
O vento, o barquinho lá longe
Os azuis que moram em mim
O sossego, o andar à toa
O falar sozinha.
E os sonhos a dançarem
Nas ondas do mar...

A minha alma não tem pressa,
só quer navegar, voar, voar...
há em mim uma pitada de infinito
e é tão bonito!

Autora: Anne Cembranelli

 
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