A Batalha dos Deuses
Desta vez nossos heróis deixam a terrinha do Sol nascente e
vão para Asgard (Asegard) onde enfrentarão novos inimigos e um super vilão. Tudo
isso para salvar a protegida deusa Athena, é claro! Não esqueçam que essa
aventura faz parte do primeiro ano da série dos Cavaleiros, ou seja, Seiya,
Shiryu, Hyoga, Ikki e Shun continuam com suas armaduras originais. Sem contar
que essa história se localiza, cronologicamente, após a luta com o Mestre Ares
no Santuário e após o confronto contra Éris. Em A Grande Batalha dos Deuses não
é diferente. E para vocês não ficarem boiando na história, vamos apresentar os
personagens mitológicos que inspiraram os do desenho animado.
Asgard: é
conhecida na mitologia escandinava (ou Viking) como a Casa dos Deuses. Foi
construída por Odin, com a ajuda de algumas deusas no início dos tempos. Os
mortais não tinham acesso a Asgard, uma vez que a residência dos deuses flutuava
sobre a Terra. A única maneira de alcançar Asgard pela Terra (chamada de
Midgard) pelo deuses, era através de um arco-íris, cuja cores ardiam em fogo, o
que impossibilitava os humanos de subirem até os reinos de Odin. Em
contrapartida, os deuses tinham livre trânsito entre Asgard e
Midgard.
Odin: Fundador de Asgard. Citado em muitos livros de mitologia
como o Deus da Morte. Muitos reis ofereciam os guerreiros mortos, ou até
sacrificavam seus próprios homens - até algumas mulheres também - em sinal de
adoração ao deus que garantiria seus respectivos domínios. Conta a história da
adoração de Odin que o deus recusava a oferenda de pessoas humildes, de raças
obscuras ou almas vulgares, enfim, ele não se misturava com gentalha. O deus da
morte queria os grandes chefes, reis, guerreiros valentes, pois acreditava que a
alma, a força, a coragem dos nobres sacrificados seriam "absorvidas" por Odin.
Assim, ele se tornaria cada vez mais forte. (obs.: a explicação sobre o tal
culto é bem mais complexa, profunda e interessante. Se você se interessa pelo
assunto e quer saber mais sobre mitologia, eu aconselho a leitura de livros
específicos ou procurar informações na Internet). Odin não era tão cruel assim.
Muitos escritores citam o deus como generoso e sábio. Outras curiosidades: Odin
dispunha de um anel mágico de ouro chamado Draupnir que, a cada nove noites,
fazia oito réplicas dele mesmo. O deus de Asgard estava sempre guardado por dois
lobos, Freki e Geri, e por duas aves de rapina chamadas Hugin e
Munin.
Durval: Citado na mitologia escandinava apenas como o nome do
cavalo de Odin.
Loki: Conhecido como o "Mago das Mentiras", ou ainda, "O
trapaceiro de Asgard". Era um deus diabólico, e também um dos mais interessantes
de toda Asgard. Loki também era conhecido como o deus da injúria e da decepção.
Frey: Veio de Vanir para Asgard como refém junto com sua irmã gêmea Freya.
Ao chegarem nos domínios de Odin gostaram tanto que nunca mais quiseram ir
embora. Frey passou a ser conhecido como o "deus da fertilidade" (relacionado
diretamente ao sexo) e deus do verão. Ele é considerado um dos maiores deuses de
toda a mitologia escandinava, ao lado dos poderosos Odin e Thor.
Freya: Irmã
gêmea de Frey, conhecida como a deusa do sexo. A deusa tem sua história
envolvendo Loki e seu irmão Frey, mas não cabe aqui descrevê-la aqui, pois a
participação da personagem Freya no desenho é muito pequena. (Detalhe: A irmã de
Hilda de Polaris também se chama Freya, mas é outra personagem. Mas a dublagem
acabou chamando a irmã de Hilda de Fler).
A Grande Batalha dos Deuses
- O Desaparecimento de Hyoga
Tudo começa nas longínquas e geladas
terras da Sibéria. Lá encontramos um bando de cavaleiros com armaduras tipo
Viking, espancando outro cavaleiro do mesmo estilo. Vendo tal injustiça, Hyoga
acaba salvando o cavaleiro surrado, que lhe conta sobre o mal que paira sobre
Asgard. Estranhamente, Hyoga não retorna para junto de Saori e os demais
Cavaleiros. Levanta-se a hipótese do Cavaleiro de Gelo ter "sumido" nas terras
do domínio de Odin. Cabe aos defensores de Athena descobrirem seu paradeiro e
resgatá-lo se for preciso.
Pois bem, Saori, Seiya, Shun e Shiryu vão até
Asgard para obterem mais informações sobre o companheiro desaparecido. Em
Asgard, Saori questiona Durval - representante de Odin na Terra - sobre Hyoga,
mas ele diz não saber de nada. Ainda do castelo de Odin, conhecemos o primeiro
cavaleiro da linhagem dos Guerreiros Deuses de Odin, Loki. Na saída do
gigantesco castelo, Saori conhece Frey e sua irmã Freya. Na hora, os olhos da
deusa Athena brilharam ao ver Frey (bom, até aí, são poucos os que escapam aos
olhares de Saori e acreditem; vem mais vítimas da deusa por aí!).

Frey acompanha Saori e seus
cavaleiros para fora do castelo. Lá, Seiya, Shun e Shiryu conhecem os outros
Guerreiros Deuses: Ur, Rung e o esquisito Midgard, cujo Cosmo chama a atenção de
Shiryu, não por se mal, mas por ser conhecido.
O Prólogo da Batalha
Saori, Shun, Shiryu e Seiya são acomodados por Frey numa pequena,
porem acolhedora, casa. Surge na porta um guerreiro do tipo Viking. Ele traz
consigo o capacete do Cisne todo trincado, indicando que Hyoga deve estar em
apuros. Imediatamente Seiya organiza a busca. Ele e Shiryu sairiam em busca do
amigo enquanto Shun permaneceria com Saori. Enquanto isso, no castelo Valhalla
(Guaruhara como foi dublado), Frey discute com Durval para impedir o começo da
batalha dos deuses. Tentando evitar que o mal domine Asgard e o derramamento de
sangue, inclusive dos cavaleiros de Athena. Aparentemente Durval concorda, mas
basta Frey virar as costas para o temível líder de Asgard desfira um poderoso
golpe.Inconsciente Frey acorda já preso na masmorra do palácio de Odin. (obs.:
na dublagem, foi colocado a voz do Hyoga preso na masmorra. O personagem não é
Hyoga, mas sim, Frey).
Agora é a vez de Saori tirar satisfação com
Durval. É, mas o líder da irmandade de Odin não atura o interrogatório, e tenta
golpear a moça. Só que nada acontece, pois seus poderes de deusa impedem.
Durval, então, aplica-lhe um inusitado golpe: Escudo Invencível de Odin. Ele
suga a deusa para suas entranhas e Saori aparece com uma carranca no barco que
envolve a gigantesca estátua do deus nórdico.
Os Guerreiros Deuses
A coisa complicou de vez. Agora, além de encontrar Hyoga, os
Cavaleiros de Bronze terão de salvar Saori. Começa uma escalada a Asgard para
salvarem a deusa Athena. Na subida pelas laterais do palácio, Shun se depara com
Ur. A pancadaria rola solta. Shun invoca sua constelação protetora e ataca Ur
com sua Corrente Nebulosa que é destruída rapidamente pela poderosa espada de
Ur, além de abrir uma enorme vala. Enquanto Shun enfrenta Ur, Shiryu percorre os
bosques de Asgard, onde se depara com o estranho Midgard.
O integrante da
tropa de Odin tira seu capacete e a máscara que cobre seu rosto. Para a surpresa
de todos, inclusive de Shiryu, Midgard na verdade é... Hyoga!!! O Cavaleiro de
Dragão respira aliviado e vai cumprimentar o amigo. Mas Hyoga já não é mais o
mesmo, ele aproveita o aperto de mão camarada de Shiryu para congelar seu braço
direito e, conseqüentemente, o punho do Dragão.
Midgard/Hyoga aproveita a
perplexidade de Shiryu para atacá-lo. A princípio, o pupilo do Mestre Ancião,
tenta não enfrentar seu amigo, mas Hyoga confessa estar do lado de Durval e dos
Guerreiros Deuses e que eles eliminarão a irmandade de Athena e dominarão o
mundo. A briga tem seqüência. Hyoga destrói a armadura do Dragão. No meio da
luta os dois caem dentro de um lago, onde Shiryu não tem outra alternativa senão
enfrentar seu "antigo" amigo. Hyoga congela o lago, prendendo as pernas de
Shiryu no gelo. Em seguida o Cavaleiro de Gelo prepara-se para atacar com seu
golpe Trovão Aurora Ataque. Shiryu não deixa por menos e invoca seu poderoso
Cólera do Dragão.

O ataque é simultâneo e as
conseqüências são desastrosas. O golpe do ex-cavaleiro de Cisne congela o enorme
Dragão de água criado por Shiryu. Hyoga é lançado contra o paredão que represa o
lago, e cai desmaiado com sua armadura de Midgard destruída
E o
Cavaleiro de Dragão, que parece ter sofrido um pouco menos com o impacto do
golpe, cai desacordado nas águas congeladas.
Voltemos à surra que
Andrômeda continua levando de Ur, com sua espada flamejante. O guerreiro de Odin
se prepara para exterminar com o guerreiro de Andrômeda, quando ele sente as
chamas da Ave Fênix envolvendo-o totalmente. Do meio do fogo surge Ikki,
arrastando pelos cabelos o corpo carbonizado de Ur. Shun se anima com a chegada
do irmão, mas não há mais tempo para comemorações, em seguida aparece o
gigantesco Rung que ataca Ikki e Shun com seus bumerangues. Os bumerangues
atiram Shun precipício abaixo, mas com suas correntes, já regeneradas, o
Cavaleiro de Andrômeda consegue interromper a queda. O servo de Odin ataca o
Cavaleiro de Fênix, que é mais ligeiro e aplica seu Golpe Fantasma em seu
gigantesco inimigo. Mas Rung se mostra invulnerável ao golpe do defensor de
Athena, e o ataca com seus dois bumerangues, que atingem o peito de Ikki. Para a
infelicidade do Guerreiro Deus, tudo era uma ilusão causada pelo Golpe Fantasma,
e ele sim, havia sido atingido por suas próprias armas. Ikki vai ao auxílio de
Shun, ainda pendurado. Rung se levanta e pega o Cavaleiro de Fênix pela perna,
desferindo vários golpes, mas repentinamente, o solo cede e os três caem abismo
abaixo.
Amanhece em Asgard. Seiya corre para salvar Saori. O Cavaleiro de
Dragão continua desmaiado. Hyoga desperta e caminha sem rumo. Shun e Ikki estão
suspensos no precipício pela corrente de Andrômeda. Saori continua presa à proa
do navio de Odin. Seiya se aproxima da prisão da deusa Athena. Surge Loki. O
Guerreiro Deus de Odin ataca o Cavaleiro de Pégasus com sua Garra do Lobo. O
golpe de Loki parece uma alcatéia de lobos sanguinários. O defensor de Athena é
jogado longe, mas consegue reunir forças suficientes para contra-golpear seu
adversário. Loki não perde tempo e golpeia Seiya com seu animalesco Tempestade
de Odin. O Cavaleiro de Pégasus se refaz do golpe e revida com seus Meteoros de
Pégasus. Loki fica atordoado pelo golpe, Seiya aproveita e aplica um golpe
inédito, um tipo de "voadora reversa esmagadora de Pégasus". O servo de Odin
geme de dor, e vomita sangue até morrer aos pés de Seiya. O Cavaleiro de Athena
nem tem tempo de respirar, e já aparece Durval para enfrentá-lo. O poderoso
líder dos já falecidos Guerreiros Deuses evita os golpe de Seiya, uma vez que
ele é super veloz, até mais que os próprios Cavaleiros de Ouro (que se movem à
velocidade da luz. Imagine então a velocidade que Durval atinge). Rapidamente
Seiya tem sua armadura destruída. Durval começa a drenar o Cavaleiro para seu
interior, mas Shun surge oportunamente e resgata o amigo das entranhas do
perverso Odin.
Durval está vestindo uma armadura magistral, que protege
todo seu corpo e facilita para que continue a espancar nosso amigo Seiya. Hyoga
chega ao local da batalha. Durval ordena que o guerreiro do gelo liquide Seiya
mas Hyoga explica que ele é um dos santos guerreiros protetores de Athena. Agora
sim, o Cavaleiro de Cisne ataca Durval com seu Trovão Aurora Ataque,
congelando-lhe as pernas. Esse golpe é o mesmo que o Mestre Cristal ensinou para
Hyoga e que foi usado para derrotar o gigante Dócrates. Mas de nada adianta, o
impetuoso Durval agarra o Cavaleiro de aplica-lhe um poderosíssimo golpe que
dobra Hyoga de dor, até ele cair quase morto no chão. Durval volta-se para Seiya
e o ataca. Ikki se põe na frente e impede que o Cavaleiro de Pégasus seja
atingido. Com Hyoga, Shun e Ikki desmaiados, o líder dos guerreiros deuses pega
Seiya pela cabeça (primeira imagem dessa página) e tenta esmagá-lo em frente à
hipnotizada Saori. Quando tudo leva a crer que o poder das trevas se
sobressairá, surge a sagrada Armadura de Ouro de Sagitário em auxílio. Ela
envolve Seiya que retorna irado para o confronto com Durval.
A
Batalha Final
Seiya está com a Armadura de Ouro. Shun, Shiryu, Hyoga
e Ikki recobram a consciência. Durval arregala os olhos e prepara-se para uma
verdadeira batalha dos deuses, que ele tanto almejava. Com a Armadura de
Sagitário, Seiya dispara seus meteoros com muito mais poder e velocidade, que
atingem direto o peito de Durval, que fica muito ferido. O Cavaleiro de Pégasus
saca o arco e flecha, e se prepara para liquidar Durval, que o alerta para o
fato de que se ele morrer... Saori também morrerá junto. O problema é o
seguinte: acima do barco em que Saori está presa como carranca, existe uma
enorme estátua de Odin segurando uma espada e seu escudo e na cabeça da estátua
existe uma incrustação de cristais. Eles são chamados de "Cérebro de Odin", e
estão ligados diretamente à alma de Durval. Então, se Durval morrer, o cérebro
morre junto. Neste caso, a estatua desmoronará e, conseqüentemente, Saori
passará desta para uma melhor. Por causa da situação complicadíssima, Seiya
baixa a guarda para a felicidade de Durval, que solta alguns risos de
escárnio.
Mas nem tudo está perdido. Frey é libertado por sua irmã Freya
e começa a escalar a estátua de Odin em direção ao "Cérebro de Cristal". Durval
em pânico ataca Frey. Os golpes do vilão são fortes e desesperados que acabam
lançando Frey em cima do "Cérebro de Odin". É o momento de uma das cenas mais
emocionantes das histórias dos Cavaleiros do Zodíaco: Frey queima seu Cosmos
para fincar a espada no Cérebro de Cristal da estátua. Saori permanece imóvel na
proa do navio. Durval aterrorizado saca sua espada e tenta atingir Frey. Seiya
queima seu Cosmo e mira a flecha de Sagitário em Durval. Tudo tem que ser
sincronizado para salvar Saori. Seiya dispara a flecha que quebra a espada de
Durval e o atinge no peito, ao mesmo tempo que Frey vara o Cérebro de Odin com
sua espada. Luzes saídas da espada rasgam o céu. A estátua desmorona junto com
Frey sobre Durval. O navio de Odin se ergue em direção às estrelas e Saori se
solta da proa e desaba em queda livre, até ser aparada pelos braços de Seiya,
seu mais valoroso Cavaleiro. É o fim de Durval, esmagado pelo destroços da
estátua, e do mal que pairava sobre Asgard e a Terra.

Os restos da estátua são cobertos por
flores e por uma gigantesca árvore, que é uma citação à "Árvore do Universo"
onde o deus Odin morreu enforcado.