1 – Avaliar as conseqüências de uma redução global na população e estimar o prazo e a proporção em que isso deve acontecer para que a transição seja branda e os efeitos não sejam traumáticos. Na avaliação precisamos ter em conta a importância de que os resultados sejam imediatos e suficientes para solucionar os problemas mais importantes, como a fome, as guerras e outros efeitos malthusianos e não-malthusianos.
2 – Encontrar meios eficientes e justos para levar a cabo o projeto, de modo a regular o crescimento vegetativo sem desrespeitar a liberdade de escolha das famílias. É preciso conciliar "eficiência na solução do problema" com "respeito à dignidade alheia".
3 – Planejar uma linha de argumentação pertinente, por meio da qual o projeto será apresentado às autoridades com poder de decisão. É absolutamente imprescindível que o projeto seja exeqüível. Não podemos recorrer a idéias utópicas, que extrapolem nossa disponibilidade de recursos. Nisso reside nossa principal dificuldade e é por essa razão que precisamos de um grupo multidisciplinar, competente, numeroso e dedicado. Precisamos discutir com seriedade e perseverança, até encontrar uma forma de administrar o que temos à disposição de modo a solucionar os problemas em discussão.
Este grupo preliminar será chamado "Grupo B do segmento luso-brasileiro de Unicorn Society". Os convidados para participar do Grupo B são docentes e discentes da USP e da Unicamp. Em breve serão convidados todos que estiverem ligados ao ITA/CTA, UFSCar, Unesp, UFPR, UFPE, UFBA, UFRG, UFRJ, UERJ, UFES, UFSC e outras instituições de ensino superior, porque mesmo o nosso sistema educacional vigente sendo um dos piores que se possa imaginar, as universidades continuam sendo os principais centros de fomentação de idéias. Todos sabemos que os objetivos estabelecidos no meio acadêmico geralmente são mesquinhos e vulgares e que nesse meio impera uma hierarquia fundamentada na vaidade e no egocentrismo. Muitos acadêmicos sentem uma necessidade compulsiva de ostentar títulos, em vez de se preocuparem com o aprimoramento pessoal e com a produção de benefícios que favoreçam o bem-estar da comunidade Ainda que não seja possível organizar estruturas grandiosas e complexas _ como as universidades _, sem adotar algum sistema de graduação e segregação, o fato é que existem muitas maneiras diferentes (melhores) para promover essa triagem e homologar essas distinções, e seguramente os processos adotados estão longe de serem os melhores. Como resultado disso, uma instituição que deveria desempenhar um papel social de suma importância acaba sendo reduzida à triste condição que observamos: o aluno se preocupa mais com as notas que com o aprendizado, e o pesquisador se preocupa mais com o reconhecimento que com a criação. Os mecanismos exacerbadamente formais e obsoletos que imperam na vida acadêmica poderiam ser muito melhor ajustados às necessidades da população e do meio ambiente, mas, por diversos motivos, as mudanças necessárias nunca acontecem, em grande parte porque as limitações burocráticas tornam extremamente difícil iniciar um processo de reformulação partindo de dentro das universidades, pois tais modificações precisariam passar por longas avaliações antes de serem aprovadas (ou reprovadas). O pior é que muitos acadêmicos se regozijam com essa situação e não pretendem mudar nada. Por outro lado, felizmente há muitos idealistas que se empenham para fazer o que acreditam ser certo, e não se deixam influenciar pelas normas e tradições. São estas pessoas que pretendemos reunir em nosso grupo e canalizar suas energias com um propósito comum: disseminar o Bem. O resultado certamente será muito proveitoso para a humanidade, para a vida, para o ecossistema e para Tudo, porque sempre que o Bem prospera, tudo e todos se beneficiam. Também seria importante discutir a questão das entidades filantrópicas, muitas das quais se mostram sinceramente empenhadas no tratamento de problemas sociais, mas infelizmente adotam medidas meramente paliativas, em vez de pesquisar as raízes desses problemas e atacá-los no âmago. Não se pode, por exemplo, resolver o problema da fome sem antes resolver o problema do crescimento demográfico, porque aquela deriva deste, e num planeta com tamanho limitado e produção limitada de alimentos, é óbvio que existe um ponto crítico além do qual uma parcela da população inevitavelmente ficará sem alimento, e como as condições físicas do planeta impedem que seja aumentada a produção de alimentos, a única alternativa é reduzir a população. Se o controle da população não for aplicado de forma organizada, isso acabará sendo feito pelo implacável e impiedoso processo de seleção natural (guerras, epidemias etc.). Sendo assim, nossa primeira meta é propor diferentes maneiras de conter e reverter o crescimento populacional, comparar os métodos entre si e eleger o mais promissor. Por fim, vamos mostrar às autoridades que é melhor implementar uma solução controlada a permitir que a seleção natural se encarregue de ceifar cruelmente bilhões de vidas. Muitos (senão todos) problemas que a humanidade enfrenta hoje são conseqüência da superpopulação, portanto é natural que esse assunto seja o primeiro abordado em nossos debates. É possível e esperado que a implementação da solução seja mais difícil que a articulação do projeto, e talvez o mais difícil de tudo seja persuadir as autoridades sobre a importância de colocá-lo em prática. Essas dificuldades devem ser encaradas não só como desafiadoras à nossa sagacidade, mas também como enriquecedoras para nossa cultura e fortalecedoras de nosso caráter.
Além dos convidados ligados às
universidades, o Grupo B também está aberto a qualquer pessoa
interessada. Inicialmente todos estarão no mesmo grupo, mas à
medida que o número de participantes for crescendo, colocaremos
em atividade o “Grupo A”. Os convidados para participar do Grupo A serão
os participantes que se destacarem no Grupo B. Isso será necessário
porque quando o Grupo B reunir dezenas de milhares de participantes, o
volume de mensagens será demasiado elevado para que alguém
possa ler todas elas, e isso comprometerá a sinergia do grupo. Então
as melhores postagens do Grupo B serão selecionadas, editadas e
levadas ao Grupo A, a fim de que sejam examinadas com maior profundidade
e sem a dispersão que inevitavelmente ocorreria no grupo mais numeroso.
As soluções engendradas
nesses debates serão meticulosamente descritas em relatórios
e apresentadas às entidades competentes, conforme comentado no item
3 de nossas metas.