A fumaça que mata

 

Quarenta milhões de brasileiros estão colocando em risco suas próprias vidas: são fumantes. Deste total 81% querem deixar o
vício mas somente 3%  conseguem, de fato, abandonar o cigarro.

O tabagismo é considerada uma doença e classificada no Código Internacional de Doenças, o famoso CID, com F 17.

Mesmo com uma das mais rigorosas legislações para o controle do tabagismo (só perde para o Canadá), o Brasil ainda está à
mercê das campanhas publicitárias da indústria tabageira que hoje têm, como alvo, os adolescentes a partir dos 13 anos.

Maior produtor mundial de tabaco, o Brasil deve exportar, até o final do ano, 600 mil toneladas do produto além de recolher
US$ 5,5 bilhões em impostos.

A exportação de tabaco representa 2,5% dos negócios externos do Brasil.

Deixar de fumar é um desafio que poucos conseguem e a participação da família é fundamental no processo.

Conheça alguns números ligados ao tabagismo. São alarmantes e acendem as luzes de alerta :

- 7 segundos é o tempo gasto pela nicotina para chegar - via pulmão e corrente sanguínea - até o cérebro do fumante.

- 30% da população adulta do Brasil fumam, segundo a Associação Brasileira das Indústrias do Fumo (Abifumo).

- Quem fuma mais de 20 cigarros por dia vive, em média, 22 anos a menos que uma pessoa que não fuma. No Brasil, onde a expectativa de vida é de 68 anos, em média, o tempo de vida desse fumante é de 46 anos.

- O consumo de cigarro diminui em torno de 1,5% ao ano nos países ricos. Nos países em desenvolvimento, caso do Brasil, a quantidade de fumantes cresce quase que na mesma proporção.

- O Fumo é responsável por:

 90% dos casos de câncer de pulmão

 80% dos casos de enfisema pulmonar

 40% dos casos de bronquite crônica e derrame cerebral

 25% dos casos de infarto do miocárdio

- A Organização Mundial da Saúde estima que até 2025 o cigarro matará 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Desse total, 200 milhões serão crianças e adolescentes que começaram a fumar nesta década.

- 8 a 10 pessoas morrem por hora no Brasil, em decorrência de doenças associadas ao cigarro.

- Entre as crianças de primeiro e segundo graus, 15% a 18% já são fumantes.

Fontes: INCA e OMS.
Texto extraído, na íntegra, do site www.sabinonline.com.br
 
 
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