2006-07-29

Jornal da Epoca

Este video recuperado é de 1982, o bigodudo é meu irmão com 15 anos, a MOrsa (17) além da produção da uma cancha nas propagandas.

2006-07-26

De malas Prontas

  • Agora é fato, apesar de virtual, vi os lugares reservados piscano na tela no avião simulado, pensei que seria bravata, mas não me engano mais, as coisa funcionam assim por aqui, é quase o querer e poder, se for isso, to podendo. Em poucos dias vamos finalmente visitar nosso amigo Japa e, de mala e cuia, porque lá não tem dessas coisas, esperamos ansiosospor este merecido descanso cercado de carinho e comida tipica.

  • Ontem cedi e paguei pelo uso do geocities plus, é para um melhor aproveitamento do dominio do camafunga que ja estava ha muito registrado e que quase não é usado, é pouco, mas é mais um custo para sustentar a brincadeira da internet, sei que vale a pena, principalmente pelos amigos que se aproximaram depois disso, agora, para chegar a Blog do camafunga, basta digitar: www.camafunga.com e não vai mais aparecer nenhuma propaganda nem janela desagradável, to pagando. Esta nos planos, se não tiver preguiça, separar alguns textos e publicar em separado, isso foi pedido por alguns, mas até hoje não me dispus, quem sabe faça isso pelo menos para justificar a quantodae de espaço que agora sobra.

  • Acho que foi por ter visto muito CSI nos ultimos meses, ou por vocação em atrair situações ridículas, mas parece que chegou ao fim, ou proximo dele, o caso das denuncias e telefonemas, a investigação não tão bem feita não trouxe um nome, mas vários, estas possibildades demonstram que basta pensar um pouco para descobrir que o mal pode estar a solta e bem ao lado. Não interessa mais detalhes, fica a capacidade de tolerância e alguma saude mental, do contrário o objetivo teria efeito, e não teve.

2006-07-08

Charlie Parker & Dizzy Gillespie -- Hot House

Preciosidade, ha muito queria ver este video, assim como este tem muita coisa interessante a disposição no Itube.

2006-07-05

Gripe

Achei que tiha corpo fechado mas me enganei, ontem comecei a sentir os primeiros sintomas de uma forte gripe, não sou galinha, nem crio periquito, mas, como ando mais avoado do que de costume, há uma pequena chance de que tenha me contaminado pelo H5N1, não duvido. E doeem ossos, pernas e cabeça, tenho a impressão que a ressaca do jogo da seleção veio toda de uma vez, e nem gosto de futebol, mas é o que ouço. Por falar em escutar ontem sai com amigos, e é provávela que a Trompa de Eustáquio estivesse congestionada, havia uma diferença entro o dito e o entendido e por um momento acho que me indispuz desnecessariamente com um velho amigo, como confundo cílio e sobrancelha e desde criaça troco algumas letras, vou tentar usar esta justificativa num próximo, se houver, encontro. Ainda sobre dislexias e outros paralelismos, tenho dúvidas se não citei a trompa errada, mas acho que falópio é mais embaixo.


2006-06-26

MOrsa com TDAH

Não tenho conseguido publicar por estes dias talvez seja porque, atendendo a pedidos, tenha aceito ser submetido a avaliação psicológica especializada, a questão é, e aqui se vai a graça, que ao entender meu comportamento, sob o ponto de vista sindrômico-nosológico, e, ao investigar o processo cognitivo e criativo, remoendo história desde a infância até esta aparente maturidade, deixo de ser único para ser um rótulo. Conclusão: sou uma Morsa porque sou TDHA, ou, por desatento, desqualifico o charme e o carisma de meu mais simpático personagem. Compreendendo a velocidade de meus dedos e a correspondencia no processamento deste velho, embora ainda atualizado, chip mental, admito a dificuldade que alguns humanos relatam na compreenção de meus pensamentos. Da mesma forma, como sempre gostei de Glauber Rocha, ele e sua agitação que agora ativam minha mente, embora nem sempre o tenha entendido, mas afinal não sou um crítico muito menos gênio, nem sequer pretenso artista, apenas um bicho que gosta de falar e escrever a vontade, e isso é impulsivo, e isso também é sintoma, o que me cala, acho que temporário, quando a ciencia, que também muda a toda hora, quer impor diagnóstico e pior, um tratamento. Morsas univos contra os dísticos, por isso volto, mais morsa, mais ebolutivo!

2006-06-11

Porque não gosto de academia...




Depois me pedem para explicar o porquê de ter suspendido as aulas!

2006-05-11

Horizonte

Hora de arrumar a casa, não sei se a pedra é o melhor ambiente, mas é autentico e foi onde me acostumei a observar a fauna, a concluir sobre os seres, a me proteger da vida e dai sair a registrar, o que é possível, menos verso do que prosa, intimistamente. Em breve surgirá visitas, virão do além mar ou de outras terras, da mesma forma que os antigos ja fizeram, não sei se não se arrependeram, não foi bem nesta paisagem, era tempo de quimera, mas também não sou tão típico o retrato do que esperam, seja em forma ou conteúdo, minha alma é quem lidera, ao contrário, não teria-os atraido, por aqui vivem novelas, não me completo por seriados, amo histórias inacabadas, versos que evitam rima, repito músicas ao extremo para extriar nota singela, não me enjoo dos convivios, embora o frio que ainda impera. Velho mundo transformado, quem diria ser ouvido, neste canto abandonado, habitat de ser perdido, eremita de uma espécie, antes pouco conhecido, uma frase bem guardada envelhece como um grito, então percorro os sete mares que vislumbro sem limites, desta pedra abagunçada transformada em paraiso.

2006-04-29

Baile Morsal

A pedra é um lugar seguro, mais do que um lar, um refúgio, daqui consigo ver ao longe o movimento das ondas, e muitas vezes prevejo a tempo para proteger minha cauda da agua fria para que não me atinga. Nem sempre. Muitas vezes recusei convites, reconheço minhas limitações e personalidade, não sou com as focas, nem me atrevo a fazer acrobacias, os peixes frescos não são fáceis de serem fisgados, me faltam braços, mas recuso ficar maltratando o corpo com torcicolos ou exigir-me falsos gritinhos para que seja percebido até garantir meu alimento, depois, por genética, herdei estas presas que afastam e assustam, o que seria dos golfinhos se as tivessem, sinal de força e orgulho não servem de fato para enfrentar qualquer inimigo mas são minha marca e antecedem minha imagem. Aqui da pedra observo além das ondas o movimento de outros bichos, avalio, mas nem sempre aprendo, que há predador de sobra e cada vez menos comida, separo o que há de melhor para minhas crias, junto-me aos iguais e me protejo, mesmo fortalecido, não esqueço que a água é fria, outros surfam por entre as vagas, estão além da fome e exibem carapaças saltam ao sol que reflete mas não aquece, poucos alí tem escamas próprias, vestem-se de outros seres porque ser não são, apenas enganam. Nem sei se nestes mares formam-se bancos ou se há rochas firmes sob suas partes, mas continuo preferindo a pedra e suas imagens, as ondas passam, evito riscos.
Acatei, meio contra a gosto, a solicitação de presença, afnal, apesar de descuidado, era um amigo que me acercava, representou-se em sua família, até ali havia peles falsas, falsas escamas que só via nos mais afetados, pena, iso é para aves, mas mesmo sem maiores voos temos meios e a mobilidade é possível, até que pareça ridículo, pobre dourado peixe de água doce, sacrificado pela aparencia, aqui é frio e lá é trópico, nada combina, e neste clima se desprendem como casquinhas, lembrei das cochonilhas que se disfarçam em caspas para destruir as plantas, vi além, como a prever as ondas, que haveria de cair aos pedaços o glamour e o brilho e descobrir a rude carapaça que os torna cômpar novamente, menos arrogante, passaria tempo até que percebessem, melhor deixar que sofram pelas águas, talvez antes apodreçam ou também sirvam de iguaria, enfím, pesada observação a quem devia aproveitar o festejo e não partir para crítica, mesmo que esta viesse pronta. Mas não deu, corri à pedra, prefiro bancar o excentrico a maltratar minhas presas, não sou foca, não consigo equilibrar bolas, e como ja disse, sofro depois, de torcicolo.

2006-04-27

No Tunel do Tempo

Depois de um show de revival pela descoberta de fitas vhs perdidas em caixas prontas para o lixo, passo a distribuir algumas imagens para amigos ou familiares que andavam por lá. São quase 25 anos por conta da mania que meu pai tinha de fugir dos jogos ao vivo do Grêmio e a precoce aquisição de uma filmadora JVC em 1982. Incrivel com algumas conseguiram ficar preservadas, mais que a tez dos retratados que o tempo não poupou, uma pequena amostra como a que coloco ao lado para quem tem banda boa, eu e o Mauro fazendo um jornal de época com direito a fundo musical e vinheta. Terei que ir mais fundo nestes registros para descobrir quem são alguns que não mais identifico de pronto, onde foram parar, até se continuam vivos. Boa pedida para uma arqueologia doméstica, assim que sobrar algum tempo.

2006-04-12

Ontem foi a vez da MOrsa Gêmea dar seu recado, cabelos soltos, maqueada, decidida a demonstrar segurança.
Por outro lado, o clima anda pesado aqui na Pedra, e nem a chegada do descanso da Páscoa parece trazer alívio, muita confusão e dúvidas a preencher os espaços vazios nos circunflexos cerebrais desta minha enorme cabeça. As vezes da vontade de me jogar na água e ir para longe, mas ainda não é temporada, e como sou uma morsa culta aprendi que para nós sobra o infortúnio da evolução incompleta, por isso, morsinhas, sofreremos juntos o fato dos pirinidios não conseguirem ainda procriar na água, estarei junto a defende-los dos predadores, e, mesmo em desvantagem por que por horas parece que nos faltam pernas, uniremos nossas forças e dentes contra estes constantes inimigos.
Como gostaria de poder ficar somente observando as ondas, aproveitar a brisa gelada e cortante, saudável ócio que me é negado, mas não, há tanto envolvimento que nem vejo as cores que se espalham na espuma úmida pelo sol que não descansa. Pareço deprimido? Isso nãoé nada, até Celena, minha conselheira marinha, sente tédio em escutar tão repetida história, portanto, sem soluções imediatas, tenho mesmo é que aproveitar a paisagem e dar uma pausa no tempo, afinal é ainda ele quem me manda.

2006-04-06

Tecnologias

Ontem assisti aos ultimos momentos da barriga de minha irmã, isso graças ao skype e a banda larga via cabo net que, finalmente, meu querido cunhado mão-de-vaca instalou na sua casa, estava praticamente online quando da ruptura da bolsa mas a salvo de um eventual banho de liquido aminiotico,daí, tem novo membro na familia, Maria Luiza nasce bem e, mesmo sem maiores detalhes como peso, cor dos olhos ou pelagem, fico tranquilo, depoi é só abrir a caixa de mensagens, se souberam fazer direto, deve ter uma foto feita com o celular no momento.
Ainda sobe novidades, num ato impulsivo, adquiri neste fim-de-semana umnovo brinquedo eletrônico, trata-se de um gravador de dvd externo LG para todas as mídias, aceita dvd mais, dvd menos, r, rw, e também "passa" wmv, did X, vcd, mp3, jpeg, etc e muitos bits, tem para todo gosto velocidade e qualidade, coincientemente leio a pouco, matéria na INFO deste mês que comenta a popularização deste equipamento e suas possibilidades, para mim uma das imediatas será passar para os disquinhos o que ainda resta de imagem nas fitas meladas e mofadas de VHS que já não queria mais manter na dispensa junto com latas e roupas velhas, alí talvez reste meus registros pessoais, a maioria feitos no século passado, muitas emoções aguardam ainda me aguardam.
Por falar em gravação, foi frustrante o episódio de ontem de American Idol, minha primeira incursão em registro no tal aparelho, também, não entendo o minha tanta expectativa, há anos com TV a Cabo só agora fui me tornar viciado neste programas americanos e seriados, principalmente os da Sony que passavam batido mas que agora tomam toda atenção e tempo, resalva apenas ao CSI que vejo repetidas vezes, pelo menos não é novela da Globo, mas pretendo ajustar a dose.

2006-03-31

Solidariedade

Quando surgiu o Perfumaria o subtítulo trazia: "Precisar não precisa...", o próprio nome, significava, só seriam publicadas coisas sem muito valor, superfluos como fragâncias frente as necessidades maiores registradas em outros endereços. Entretanto, a turbulência do cotidiano morsal tem desviado este sentido. Por exemplo, desde há alguns dias, um fato importante e perigosamente atrasado, tem me incomodado, sério, precisa ser denunciado, então, como não tenho outro meio,vou ser MOrsa para o desabafo.
Primeiro o elemento, fêmea, cujo o nome não importa, comum como de tantas outras, daqueles terminados em "ete" como Marizete ou "ene" como Crislene, Marlene, quem sabe também importe a raça, negra, não por mim que sou um bicho mas para outros onde isso vale mais do que a espécie, humana, o que ainda se percebe pelos olhos, sofridos por uma dor intensa, além da aguda é física, a dor que a trouxe até a ajuda. Expressam desesperança, não há fé em merecer alívio, por isso não chorava como fazem os homens, outro genêro que a desqualifica, a maioria dos que a iriam assisti-la, ou não, pobre, gorda, desagradável pelos padrões terrestres. Nada de beleza pronta, crescia a dor, além do acostumado incomodo, um sofrimento intenso, real e muito evidente. O peso sobremaneira atrapalhava o exame, morsa amiga, logo me identifico, a miséria disfarçada por gordura deixa distante o significado do que é saúde, ao contrário, respira mal e ofegante em desesperado ciclo, até pequenos passos são gigantes, pulmões e bombas não dão conta da imensa mas alquebrada área, e é claro o diagnóstico, sintomas e face, o tempo contra, impunham total urgência e gravidade.
O quadro era dor na nuca que não passa, temperatura muito elevada, sinais de irritação nos nervos sem que se mostrasse exaltada, passiva antagoniza o pescoço que sempre se dobra rijo, meningismo tecnicamente é isso. A hora certa, quase passada, devia ser de imediato albergada. Mas ai favor vira tormento, e sem recuros, além da boa vontade, não resta outro encaminhamento se não o da "gratuitade". Atrasa mais este resguardo e tratamento apropriado. O primeiro retrocesso, como ser internada. Não devia fazer diferença, rede pública ou privada, estava certo como o destino que seria amparada. Africa, não foi, sucessão de impossibilidades, são decasos e imperícias, onde estão as autoridades? Esta espera e desalento só agravam seu estado. Culpa crise no sistema, pessoal despreparado, nem vou me ater a detalhes, mas o mal bem difundido dever ter deixado rastros, por dias arrastados até o fim que de certo virá, antes a evitável morte, mas aqui procuro publicar coisas sem muito valor, superfluos como as fragâncias que tentam esconder estas verdades.

2006-03-22

Abrace uma MOrsa

Foi arrumando as gavetas, junto com alguns documentos antigos que ja deviam ter sido desprezados, que encontrei, quase que por acaso, fotos minhas e alguns escritos antigos, não tanto pela imagem, já que morsas não envelhecem fisicamente pois continuo com a mesma cútis da juventude, claro, nunca tive uma pele de pessego nem o charme de um Mob Dick, mas, desde criança, acostumei-me com esta particular aparencia, confesso ter ficado triste quando chamado de lixinha, ou penhascoso, como alguns mais eruditos amigos me implicavam, evitei algumas fêmeas que me julgavam abrasivo, mas não importa, com isso permaneci igual na casca, protegido neste involucro presenteado pela natureza, o que mudou mesmo foi o resto, aquilo que me detive e li, registrado naqueles antigos papeis guardados, sei lá porque fiz questão de preserva-los, são obras de um animal atormentado, nitidamente confuso, desorientado, talvez uma morsa não querendo mais ser morsa, percebi isso bem nas entrelinhas, uma clara insatisfação pela espécie, misto de busca e de abandono, pobre bicho, a carência saltava naquelas linhas, um incompreendido que tendo nascido para viver nos articos insistia em permanecer nos trópicos.Difícil convivência, outros hábitos, costumes permanentemente adaptados. Mas morsas também tem os seus talentos, o que dizer de sua amável personalidade, comunicativas, talvez um pouco espaçosas, mas poderia que deveria e podia ter aproveitado melhor suas qualidades, mas, o que fazer , eram outras épocas, climas como as estações mudam só com o tempo, e mesmo com o olhar distante sobre a pedra surgiram estas possibilidades. Não me vejo nos guardados, sinto-me um bicho mais realizado, até vou queimar estes papeis, mas vou manter os meus retratos, afinal tiro proveito da figura, e retiro de vez este anuncio, não preciso ser adotado.

2006-03-18

Após os últimos acontecimentos convido alguns companheiros para colocar as barbas de molho, mas o tema hoje não é esse, nem o clima quente, insuportável, mas o Show do Carlos Santana.
Querem comentários? Não tem! Só qu foram superadas todas as expectativas, repertório, tecnologia, duração e no público. Nem o calor de derreter morsas foi suficiente para abater a espera de horas para garantir uma boa localização na pista, ficamos de frente com o ídolo, tão próximos quanto possível. Detalhes sobre o espetáculo estão publicados por ai nos jornais ou páginas especializadas, portanto, como de costume, vamos nos ater apenas nos:

Bastidores da MOrsa

A viagem começou quente, muito quente, estava mais de trinta graus, e era claro que nenhum banho recente manteria a pele espessa e acostumada ao frio antartico seca por mais do que alguns minutos, e seria muitas horas entre saída e retorno sem a menor chance de nova refrescada.
O filhote esperava ansioso na frente da pedra, chegamos cedo para o translado, menos o amgoÍbis Careca, grande figura, renomado profissional da área cerebral, pós-grauduado na europa, acostumado a cultura e hábitos do velho e melhor mundo, porém um ser retraido, como é típico da espécie (Geronticus eremita), já esta no nome, mas uma boa companhia, que por ter prometido chegar cedo, falhou, sendo dos últimos a embarcar nos deixando apenas lugares ao fundo da nave, no fundo, quase junto ao ponto de expugo animal, que, embora pouco usado, trazia um temor cada vez que alguem a porta se aproximava. Passageiros rondavam a maioria a meia idade, só alguns outros carregavam suas crias, uma, da espécie advogada, parecia um marsupiau presa a sua femeazinha. Talvez os hormônios ou falta deles, associado a temperatura externa, clima e climatério, não deram vencimento ao ar condicionado e, muito antes das primeiras leguas, ja suávamos desesperados. Foi preciso abrir uma comporta para errefecimento, mas não o resolveu o suficiente.
Na chegada a capital a descoberta sobre a desorientação do navegador, um Noé sem bússula deu voltas e mais voltas a procura do local onde estariam os ingressos. Após enfrentamos o primeiro estresse morsal, um grupo de flanelinhas disfarçados de orientadores de transito, conseguem desviar o veículo para dentro de um parque inóspito, quase uma cena de sequestro, já que o infeliz do aturdido motorista abriu a porta para os elementos, estávamos cara a cara com o bandido, assim fosse, mas a guia geriátrica, misto de Carmem Silva e Mãe Diná, após chaqualar pulseiras e balançar colares conseguiu contornar a situação expulsando os pseudo-meliantes, foi uma manobra arriscada colocar o veículo para cima dos mesmos, pior, ter prometido falsa propina se esperassem do lado de fora, risco de sair em desespero pela via muito movimentada, estavamos ilesos embora ainda mais molhados. Jogados fomos, sem muita orientação e aquela hora sentiamos outro vácuo, a fome onde parecia não haver caça. Gato do alemão, única salvação estampada em letreiro sem disfarces, carne crua, de origem aludida, pura perlanca sobre um pão duro e seco que ao vento esfarelava-se pela mão. De resto foi só festa e o que aparece em noticiários, não nos perdemos, apesar da multidão, e valeu cada gota de suor e preço salgado pela água doce do alívio.

2006-03-13

Dia Normal

Aguas agitadas e tudo pronto para o show, hoje foi confirmado a saida da excursão, os ingressão serão entregues só na capital, é triste viver em pedra tão distante, mas as rochas rolam e se encontram, embora goste mais da fase latina, estou preparado para encontrar bichos quarentões, tartarugas de cascos rígidos, quase centenárias, mas vou com meu filhote porque a natureza se renova.

Hoje tomei a decisão, atrasada, de trocar de operadora, isso depois de ter passado por cima de cobranças indevidas, das reclamações para Anatel, inúteis tentativas de contato quase impossíveis pelos 0800 da vida, de ter que provar um mês depois de pago em dia que minha linha não poderia ter sido cortada, de ter paga conexão de 600 por 6 meses sem ter tido a porta aberta além de 300 neste período, etc., etc., largo hoje a Brasiltelecom, e assumo a GVT com Banda Larga e seus apetrejos.

2006-03-12

MOrsa Clone

Agora me sinto mais tranquilo, ontem descobri que a MOrsa Clone finalmente conseguiu aprender a controlar seus recentes superpoderes. a semana passada arrumando armários encontrei alguns rascunhos de desenhos e também o enredo de uma tira sobre super-heróis, bem criativos e personalizados, mostram o desabrochar do artista que sonha ainda poder comprar uma máquina digital para sair filmando.

O personagem ao lado é o "Superbarbeiro", mas podia ser Dr. Dermatite alusão ao encontrado fixado no couro cabeludo, que foi fácilmente eliminado com água e sabão neutro.

Enquanto isso foi confirmado a saida e o roteiro do dia 15 para o Show do Santana. Teremos a companhia do "cerebre", a celebridade do mundo da neurologia, Vicente P. e seu sobrinho ex-metaleiro. A viajem promete. Presença não confirmada é do Coça-coça e sua esposa Leucorréia, parece que não sobrou vaga.

2006-03-09

Dia Quente

Achei a novidade na Info deste mês, e como gosto de "furungar" estas coisas, estou escrevendo meu primeiro post usando a ferramenta, o Writely. Interessante, pois tem a maioria das funções básicas do Word, salva no formato, esta sempre disponível, é on-line, e, pelo menos por enquanto, é de graça.

Ontem foi daqueles dias estressantes, acho que uma onda de peixes estragados, gerou levas de gastroenterites, cólicas e diarréias, com isso, enfrentei uma sobrecarga morsal de trabalho, também os ânimos andaram alterados, e não era privilégio de um único local. A banheira pública (ver foto) que nos conduz a zona de preservação ecológica até parecia mais gasta do que de costume, faltou petróleo no inicio da semana, e o condutor substituto, mais com cara de Capitão Glúteo do que Nemo, fez questão de não prever, e até vibrou, pelo que tivéssemos ficado a pedir carona no meio da estrada, sobre o escaldante asfalto a queiomar as caudas. As meninas que nos acompanham, aves de todos os tipos, de canárias a galinhas, soltando penas para todos lados, não paravam de fazer ruido, mas em nada ajudaram para que se conseguisse chegar no horário, atrasei-me para a mesquita nosocomial, onde, quem me esperava, era o Rei do Gado, assim denominado colega por criar bovinos, ovinos, suinos, equinos e babuinos, do sul até além da fronteira castelhana, aquele mesmo, o que manda instalar geradores capazes de iluminar vilas inteiras, e que esquece o salario parado no escritório por meses.

A última de hoje é que, apesar de morsa não ter franja, acabo de cortar o cabelo, é, precisar não precisava, como tudo que escrevo por aqui, mas, me sinto melhor arejado, e acho que os pensamentos esfriam mais rápido desta forama al´pem do que paro de carecer de pente.

2006-03-07

Dia Lindo

Pouco sono me acompanha, são seis horas e estou aqui firme lendo e-mail e noticias. Durmo bem por estes dias pois o clima começa ficar como eu gosto, mais frio, e isso dá ânimo e disposição.

Esta quase confirmado a ida ao Show do Santana acompanhando Pedro MORsa, mais conhecido por azul, foi ele quem fez o convidou e adiantou a reserva dos ingressos. O carnaval não tinha permitido o entusiasmo da viagem, mas sera com certeza uma ótima experiência.

Camafunga volta a publicar e reinicia mitológico, quem deve gostar é uma outra divindade, que nao foi citada claramente, mas que é a motivadora, na história é quem divide o ano em duas partes, uma florida e outra árida, na minha vida teve quase o mesmo efeito.

Soube do estranhamento entre pigmeus lá pelas florestas tropicas onde o clima muitas vezes fica muito muito quente, foi preciso, mais uma vez, mesmo que de forma discreta, um novo sopro gélido de apoio para um melhor entendimento animal. E depois falam mal das morsas.
O Coelho Maluco informa a possibilidade de visitar o antigo mundo, pelo menos parte, bom para ele, só desejo que não tropece nas suas agitas patas.

Foi um fim-de-semana bem familiar este, além da praia de temperatura amena e da companhia agradável, mesmo que associado inicialmente a uma certa tristeza de minha sempre parente agregada, recuperada por uma sessão de fotos em que sai assim de cara queimada. Depois a visita ao super-morsal, entupido de gente, ainda acompanhado pelos últimos estertores do carnaval que invadiam meu quarto. Terminamos a noite, a altas horas, com uma janta acompanhada no último momneto pelo Pipo e sua lingua afiada, que por sinal quando se anima não cansa.

A nota triste é a doença da mãe do Japa, mesmo longe,mantemos contato aguardando o desenrolar dos fatos. Pena não poder ter estado fisicamente mais próximo.

2006-03-02

Ainda sobre...

Resquícios deste curto tempo, reflexos surgem como ressaca. Cada vez mais me convenço da dificuldade do contato entre os seres vivos, ainda mais quando alguns querem ser mais vivos, ilusão poder fugir deste incômodo, mero jogo não reconhecer o instinto, não gosto de jogos, ali tudo se confirma. As ações vem pelo desespero, o poder cega até a vitória, poderia para tanto recorrer aos clássicos, relatos romanceados de traições elaboradas, em muito movidas por complexos sentimentos, arrastados pela cobiça, ou menos, na pura e inocente inveja, ou então, no que é mais triste, ludibriado em ódio por um amor não interpretado. Não sou o mais indicado a mergulhar em análises tão profundas, vim do mar, sei, mas não me adapto, reconheço o tema por outras matérias, a minha Biblia é a zoologia, Darwim é quem conduz os meus verdadeiros caminhos, buscar em vão resgatar das cinzas os porquês destes sentidos é materia superior a antropologia, é tentar entender o que de real motiva a estratégia da ganancia capitalista ou a política, desde a ofensa até o desencadear das guerras, nem adianta tentar refúgio filosófico, tampouco apelar aos dogmas da psicologia, a parte, somos naturalmente falhos, e é melhor que reconhecer esta verdade sempre tranquilos e calmos. Dói minha cabeça ainda, e olha que não sorvi do trago, apenas incomodei quem não se conteve, afinal também não me detive, prefiria permanecer incauto, se é que isso ainda é possível, evitaria comentário impóprio ou outros que adviram. Entretanto, recorrer a meias palavras nunca foi o meu melhor disfarce, crú prefiro estar arrependido por não amarrar a lingua, mas não o de sofrer o martírio de esfriar calado. O perdão vem a caminho, ja estou acostumado, o amigo que etenda, isso é dos bichos.

2006-02-27

Dr. Coelho

Fico feliz em ter recebido uma manifestação dele aqui na Perfumaria, não era para menos, embora um pouco atrasado estava ainda em tempo, isso por que o longo convivio mistura parte da história de ambos. Não é de hoje, também, que insiro referências deste companheiro saltitante, um outro exemplar, que embora bem distinto de minha espécie, divide, mesmo que ele não aceite, algumas de minhas mais morsais características. Muito já foi motivo de estressamentos por várias vezes, talvez pelo espírito altamente competitivo, ou até pelo simples fato de não ter sido explicitado antes nestas linhas, menos do que o musaranho pigmeu, por exemplo, um ser mais raro e até desconhecido, mas que já virou manchete por suas atitudes e peculiaridades. Então, que não seja por isso, e aproveitando a manifestação no comentário, farei agora sua breve descrição.
Em primeiro lugar, e de forma popular, o que se sabe deste ser, chamado no meio acadêmico pelo pouco sutil nome de Oryctolagus cuniculus, é que trata-se de um animal de "hábitos noturnos e crepusculares, embora possa ser visto durante o dia quando não há interferência humana", isso é bastante interessante e da mesma forma verdadeiro levando em conta o tempo em que fica entocado em UTIS e quartos pouco ventilados, mas que,quando liberto, nem sempre sabe comportar-se socialmente e prefere daí direcionar a reprodução, outra de suas mais conhecidas peculiaridades, a maior parte de suas represadas energias, mais do que o alimento e o esporte, sobrepõe o instinto vital de sobrevivencia, mas isso seria em outras épocas quando a ordem do mundo era ser povoado e valorizava-se mais do que hoje apenas a fecundidade, mas percebe-se a permanência do instinto e a marca da necessidade procriativa que o acompanha.
Afeito ao trabalho incessante cansativo e apesar de competente, deve ser acompanhado com cuidado, isso porque, assim como seu parente, o Coelho Maluco muito bem descrito por Lewis Carroll, é capaz de levar na confiança amigos ao desconhecido, como nesta literaria e conhecida passagem: "Alice vê um coelho correndo com um relógio na mão e, curiosa, decide segui-lo. Quando entra num buraco, a menina cai, cai, cai... até chegar no País das Maravilhas, onde tudo pode acontecer.... Assim como na ficcção é um fato, mas ao mesmo tempo não podemos dizer que, mesmo aos saltos, nos momentos mais difíceis possa pular fora. Portanto seja bem vindo inquieta criatura e continue participnado de meus relatos por que com certeza não seras pouopado.

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Regime da MOrsa

Dia

Peso

05/12

80,000

08/12 78,400
16/12 76,500
28/12 75,000
05/01 74,100
14/01 73,300
08/02 72,400
22/02 71,800
20/03 70,00

 


Sobre as Morsas

 

"As baleias primitivas teriam adotado a vida aquática há cerca de 50 milhões de anos. Bastante mais tarde - talvez há 25 milhões de anos, outros mamíferos carnívoros primitivos seguiram-lhes o exemplo. Estes seriam os mamíferos pinípedes: focas, leões-marinhos, otárias e morsas. Tal como as baleias, os pinípedes sofreram modificações consideráveis para a adaptação a vida aquática. Os ossos dos membros tornaram-se mais reduzidos, de modo que apenas as patas sobressaem do corpo. Uma membrana liga os dedos, como numa barbatana. As narinas, situadas no alto da cabeça, permitindo que o animal respire estando a maior parte do corpo imerso, mantêm-se quase sempre fechadas, mas são providas de músculos especiais que as abrem quando o animal quer respirar. A superfície frontal dos olhos é plana, a forma mais adequada para debaixo de água produzir imagens bem focadas. Para conservarem o calor do corpo os pinípedes passaram a apresentar, sob a pele, uma espessa camada de gordura. Estes animais apresentam ainda outras modificações que lhes permitem mergulhar e suster a respiração por longos períodos. O volume de sangue do seu corpo é, proporcionalmente ao tamanho, muito superior ao de qualquer mamífero terrestre e, por esse motivo, conseguem armazenar grandes quantidades de oxigênio. Além disso, quando mergulham, contraem alguns vasos sanguíneos mais importantes para que a circulação do sangue arterial fique consideravelmente limitada ao coração e ao cérebro. Simultaneamente as pulsações descem de cerca de 100 por minuto para aproximadamente 10. Assim o animal consegue manter oxigenados os órgãos principais em prejuízo do resto do corpo.
A adaptação dos pinípedes não é, no entanto, tão perfeita como a das baleias, pois aqueles animais não desenvolveram ainda uma maneira de se reproduzirem no mar e têm de se dirigir as praias para dar a luz. O tempo que passam em terra é um tempo muito difícil, pois não só estão expostos aos ataques dos animais terrestres, como não encontram ali o alimento apropriado. Por isso é de toda a conveniência que as crias se desenvolvam em pouco tempo e se tornem independentes o mais rapidamente possível.
As morsas reunem-se em praias durante a época da reprodução e em algumas ilhotas do mar de Bering chegam a formar manadas de mais de 3000 indivíduos.
Existem dois grupos de pinípedes bem distintos que descendem sem dúvida de antepassados pertencendo a grupos de carnívoros diferentes. Com efeito os leões marinhos, as otárias e as morsas, todos dotados de orelhas, teriam evoluído a partir de animais semelhantes ao urso. O segundo grupo, o das focas, que abrange mais de duas dúzias de espécies todas desprovidas de orelhas, teria evoluído de antepassados semelhantes a lontras."


Pelotas

 

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Camafunga

Marcelo Freda Soares

Pelotas,RS

Camafunga é minha  denominação mais antiga e conhecida na net, por aí desde há mais de quatro anos, expressando pensamentos, sentimentos e  bobagens em forma de crônicas registradas nas páginas da Blog do Camafunga, sempre amealhando amigos novos numa troca além do virtual, marcada por descobertas e poesia, afetos próximos e oportunidades,  e até em livro, mas isso é do outro espaço. Entretanto, mesmo a mais elaborada  entidade deste  ser esquizo não se basta, assim, além da dualidade estabelecida, segue a acatar novas personalidades. 

Aqui, se manifesta a MOrsa, o lado mais simplório e descansado, não diria humano porque já é até outra espécie, mas  mais solto, esquecido do  pretenso equilíbrio, pelo contrário, é quem faz graça desde sua forma ao temperamento, revelando sem receios  manias carregadas pelo jeito bobo e desengonçado, é quase uma homenagem aos amigos que a criaram, uma forma de desopilar em histórias inusitadas e denunciar o preconceito contra os  seres diferenciados.

 

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