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P e r f i l

Nome:
Teofilo Tostes Daniel.

Quando nasceu?
22 de junho de 1979, às 18:55. Câncer com lua em gêmeos e ascendente em capricórnio.

Acredita no zodíaco?
Não creio em bruxas, mas que elas existem...

O que faz?
Sou artista por vocação, curioso por natureza... O diletantismo e o perfeccionismo me acompanham no que eu faço. Sou poeta, escritor, ator, cantor. Sou também estudante e aprendiz, às vezes também professor. O resto são ocupações.

Onde mora?
No Rio de Janeiro menos do que em mim mesmo.

Filmes preferidos?
Por que é preciso preferir?

Uma frase?
Poet’s love’s is this (as in these words I prove thee): / I love my love for thee more than I love thee.

Por que em inglês?
(risos irônicos) Está certo, se preferir: “A morte deveria ser assim: / um céu que pouco a pouco anoitecesse / e a gente nem soubesse que era o fim.”

Amor e morte estão presentes em seus escritos?
Diria que a metalinguagem e a filosofia o estão.

Uma cor?
Vinho.

Estação do ano?
Inverno, ou sempre que faz frio.

O que ouve?
De tudo. Em relação a músicas, sou eclético intolerante. Gosto de boa música.

Como conceituar “eclético intolerante” e “boa música”?
Começo pela boa música. A boa música é aquela que merece a dedicação de meus ouvidos e de meu tempo. Ser eclético intolerante é ouvir de tudo o que há de bom — sem preconceito —, mas ignorar radicalmente tudo quanto não merece a dedicação de meus ouvidos e de meu tempo.

Boa música é um conceito relativo?
Claro que é! Ou você é hegeliano o suficiente para acreditar que haja um belo absoluto? (risos)

Você tem um sonho?
Sim, e o realizo a cada dia. Todos os dias sonho ser escritor. Claro que tenho muitos outros.

Você costuma ter crises na sua criatividade?
Evidentemente. Isso é muito bom, pois volto os olhos para o que já produzi... e muito ruim, porque é um esgotamento sobre o qual eu não tenho controle.

Suas últimas palavras. Enforque-se na corda da liberdade:
Quereria que minhas palavras fossem um argumento de fato, de força... Assim, com elas, buscaria corrigir as crueldades do mundo. Mas como qualquer coisa que eu disser há de ser um argumento retórico, sem força de fato, me calo, com perplexidade, ante o concreto do mundo.

Permita-me uma última pergunta: como um escritor se cala?
Seus escritos são os produtos de seu silêncio perplexo ante o mundo. Escrever é uma ação silenciosa neste mundo cheio de barulho e parco de ouvidos, embora possa produzir estrondos. Poesia e filosofia, arte e pensamento surgem e precisam deste silêncio e desta perplexidade.

 
       
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