Americanos são presos por venderem documentos para ilegais
Na última semana sete americanos se declaram culpados da acusação de venderem suas certidões de nascimento e cartões do Seguro Social por $100 dólares cada, enquanto que sete outros se declararam culpados por comprarem e revenderem tais documentos para imigrantes ilegais em busca de trabalho em Dodge City, Kansas. A atenção das autoridades federais sempre foi voltada para pessoas que fabricam ou falsificam documentos, mas agora começam a surgir mais e mais casos de cidadãos americanos que estão vendendo seus próprios documentos. “Eu pratico Justiça Criminal por muitos anos e este é o primeiro caso envolvendo este tipo de crime no qual atuo. Se as autoridades tivessem se alertado sobre este problema poderiam agora reforçar a lei”, disse o advogado de defesa de um dos acusados Grant Jones. Ele disse ainda que seu cliente, que trabalha esparadicamente consertando telhados, disse-lhe que vendeu os documentos com objetivo de ganhar algum dinheiro. Como o caso de Rosie Medelim, que disse ao juiz que vendeu os documentos porque precisava de dinheiro e não pensou nas conseqüências. Bobbye Joe Flores disse que vendeu seus documentos originais para comprar drogas. Margarita Moya e seu filho disse que venderam seus documentos para comprar remédios para uma pessoa da família. A Promotoria Pública não quis comentar o caso, até que a sentença seja estabelecida em audiência a acontecer em maio no Tribunal de Corpus Christi, na jurisdição do Juiz Hayden Head Jr. De qualquer maneira os acusados podem pegar de prisão condicional a cinco anos de cadeia. "Talvez 10 a 15 anos atrás alguém tenha surgido com a nova idéia. Por que roubar documentos? Por que não simplesmente comprá-los? Basta escolher pessoas que estejam necessitadas e que não estão nem aí para nada. Escolher pessoas pobres vivendo nos subúrbios”, ressalta Grant Jones. Neste caso, reforça, ‘os acusados terminaram com dinheiro no bolso e outras dezenas conseguiram trabalho em Kansas.
As invasões do governo em frigoríficos em seis estados em dezembro último aconteceram como conseqüência de uma investigação que descobriram mais de 4.300 trabalhadores com documentação questionável.
O porta-voz de Departamento de Imigração (ICE) em Bloomington, Minnesota., Tim Counts disse que a investigação revelou que documentos originais estavam disponíveis para venda em lugares, como nos pátios de estacionamento de Kmart. Originais genuínos eram mais caros, custando até $1.500 dólares, e que na maioria das vezes impede a comprovação da fraude e detenção.
“O que nós temos são evidências e informações de casos individuais... Nós sabemos definitivamente que tais casos realmente estão acontecendo”, disse o porta-voz.
Em junho de 2006, um homem se declarou culpado em Concord, N.H., de vender cinco certidões de nascimento genuínas e seis cartões Seguro Sociais provenientes do Texas para informantes da polícia. Três anos antes , 10 pessoas em Beardstown, Illinois, foram presas acusadas por receberem e transferirem documentos reais e originários do Texas. Em agosto de 2002, um homem em Green Bay, Wisconsin, foi acusado de tentar vender documentos verdadeiros, incluindo certidões de nascimento de Porto Rico e cartões do Seguro Social. “Independente da modalidade de roubo de identidade, a venda da própria identidade é prevalente e nós estamos combatendo tal crime agressivamente”, disse Russ Knocke, porta-voz da ICE. |