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O texto a seguir fala um pouco do personagem e de sua relação com a natureza, e faz uma reflexão sobre o papel que cada um de nós pode assumir diante do meio-ambiente. VALE A PENA VERDE PERTO! Por Erick Artmann Ainda que more na cidade, as maiores paixões do pequeno Tupinanquim estão na natureza. Subir em árvores e observar animais no quintal de casa, não apenas pássaros e lagartos, mas até mesmo pequenos insetos curiosos que vivem nas flores ou nos troncos das árvores são passatempos mais prazerosos para o Tupi do que jogar videogame... o que não significa que ele joga pouco; pelo contrário, nos games ele detona com os jipes dos jogos de 4X4! O importante é que a natureza é o mais importante! (taí o que eu chamaria de uma redundância poética... e importante! He he) A família do Tupi também defende a natureza: seu pai trabalha numa ONG e o avô Tapejara, além de ser o chefe da aldeia guarani perto de Itaquessaba, trabalha como guia para turistas e pesquisadores. Os amigos do Tupi também têm amor pela natureza, e estão adquirindo aquilo que a gente chama de consciência ambiental, ou seja, a teoria e a prática para a preservação do meio-ambiente. Nas aventuras do Tupinanquim com a sua turma, eles enfrentam os conceitos opostos aos seus, o saber pouco e agir mal, que poderíamos definir como “a inconsciência ambiental!” A verdade é que de uma forma ou de outra todos somos vítimas dessa peste, agimos com indiferença diante da devastação, como meros figurantes de uma história triste, sem perceber que esta história pode ser mudada se observarmos detalhes pequenos como o destino do lixo, desde um papel de bala até e a perigosa bateria do telefone celular! E se a maioria de nós somos figurantes nessa história, alguns certamente agem como verdadeiros vilões de histórias em quadrinhos: são aqueles que têm poder para mudar coisas grandes, porque são eles que dão as ordens para desmatar, queimar e até poluir, como os |
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donos ou dirigentes de grandes indústrias que não observam as normas de proteção ambiental. É claro que existem também as pessoas que defendem o meio-ambiente e buscam desenvolver sua consciência e atitudes em favor da vida, sempre. Estes são os heróis reais, homenageados por personagens como o Tupinanquim, o Chico Bento do Maurício de Souza ou o Tarzan do desenho da Disney! E são estas pessoas reais*, como também estes personagens de gibi, que devem nos inspirar. Você pode achar que a turma do Tupinanquim – um bando de crianças defendendo o meio-ambiente, lideradas por um curumim urbanóide que manja de computação – é pura fantasia ou utopia; bom, como todo herói ou anti-herói de gibi, o Tupi é fantástico e utópico, mas o seu universo é mais real e próximo do que a Nova Iorque do Peter Parker; e minha maior esperança para um mundo melhor está na certeza de que existem alguns meninos e meninas de oito, dez ou doze anos brincando nos galhos das árvores de seus quintais ou regando vasos de folhagens em apartamentos, e se perguntando como e por quê a maioria das pessoas são incapazes de amar e respeitar a beleza da vida à nossa volta. Existe um curumim... assim... no galho da árvore... do quintal duma casinha... numa cidade ali adiante, que começa com Ita... quem sabe? *não vou citar exemplos da realidade porque seria injusto lembrar de um e esquecer outro, e porque a maioria dos chico-bentos reais são anônimos; mas você deve conhecer alguém, não é?! |

