a tertulia

    Página de divulgação da obra poética de Vilmar Carvalho e de seus pretensos heterônimos!

                               V VILMAR CARVALHOJ J. CARLOS ACRE  E EPICURO SOARES  C CALIXTO MOCOCA                          

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Sobre a Página:

Página atualizada em janeiro de 2006, reúne a obra do poeta pernambucano Vilmar Carvalho e seus pretensos heterônimos: J. Carlos Acre, Epicuro Soares e Calixto Mococa, nascidos quando o poeta escrevia " A Tertúlia", livro publicado em 2004, pelas Edições Bagaço.

"A Tertúlia " é a reunião de quatro poetas de estilos diferentes. O lírico, o dramático, o épico e o sátiro, numa tentativa de experimentar a mistura de estilos e estéticas, passando pela poesia erudita, popular, moderna e pós-moderna.

Os pretensos heterônimos surgem como vozes que auxiliam o poeta na tentativa de produzir uma obra que expresse a intertextualidade, a consciência da unidade temática e a interatividade entre os vários poemas que escreve desde a década de 1980.

O poeta deseja que você leia, divulgue e troque idéias sobre "A Tertúlia", antes de tudo dedicada aos que amam a poesia.


E  BRONZE 

§ 
 
A face de bronze
De um monge
Sai do alaranjado; 
Um sol vermelho
Mergulha no templo
Das folhas esquecidas.
 
 §§ 
 
Por cima das paredes,
Onde reinam
Flores de amendoeiras, 
Outro sol mergulha
No filete de água
E dele não desgruda.
 
§§§ 
 
A hora do bronze
Descama a fuligem
Do telhado das casas. 
O sol escurece
A face do monge,
Universo de carne... 
Contra o espaço
De luminosa idade
No filete de água!

C Cadeira, Cachimbo e Livro

No meu derradeiro suspiro
Queria que meu cachimbo
chorasse baixinho:
Fumo levou Calixto!
No meu derradeiro soluço
Queria que minha cadeira de rodas
Esticasse a coluna:
Pereba sarou Calixto!
No meu derradeiro silêncio
Queria que meu Livro
Abrisse o ventre e gritasse:
O perdão chegou Calixto!!!

A poesia não merece dormir
tem mesmo que acordar
para fazer de todo lugar
um sujeito esquisito
incapaz de matar
o que virá!

Artigos de História e Educação:

O poeta também disponibiliza vários artigos escritos sobre as atividades acadêmicas que exerce no Departamento de História da Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul - Famasul. Uma página interativa destinada aos alunos e alunas do professor. Basta clicar e aproveitar! 

Google Scholar

 

V   Amor Pós-Moderno        

Não quero!  A palavra que mais se escuta...
Não Quero!
Dói ouvir não quero. O olhar se perde.
Viramos um  desenho. 
O beijo está distante.
O aeroporto trepida e adormece.
Vou embora...
Tenho pressa de parar adiante,
Noutro quadrinho.
Tenho fome. Fome. 
Tenho dúvidas.
Minha boca sussurra: volta!
Nada acontece. Adeus!
Meus olhos verdes tremem.
A única coisa que sei, partiu. Amo-te! 
Amo-te, como amo e... Não quero!
A palavra que mais desejo.
Alguém nos desenhou assim.
Puseram medo na minha face.
Quase choro. 
E você está na parede.
Na arte que teima em nos afastar.
A vida é banida.
Banida de nós,  pelos corredores
de um perdido escritório...
No fim de tudo,
Quando menos se espera, estamos sozinhos.
Apagando de medo. Morrendo.
Morrendo mais!

J   (Bichos e Armas)

Cada bicho que sou possui uma arma
E cada uma delas desconheço:
São inventadas ali na tragédia
E guardadas para depois da tempestade... 
Cada bicho que sou possui uma morada
E cada uma delas em meu peito:
São colocadas ali no consolo
E refeitas a golpes de coragem. 
Cada bicho que sou escreve uma crônica
E se reedita apesar dos erros cognitivos
Que Edgar Morim comparou à desordem
No discurso dos novos mensageiros.  

SITES INDICADOS

http://geocities.yahoo.com.br/elietecarvalho20

http://www.blocosonline.com.br/

http://www.luizalbertomachado.com.br

O Editor - Guia de Poesia

www.bagaco.com.br

Cronópios - Literatura e Arte no plural

 

 

  

         

 

         

V VILMAR CARVALHO

J  J. CARLOS ACRE 

E EPICURO SOARES

 C  CALIXTO MOCOCA  

 

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