Nossa Identidade e Missão




Vários autores têm várias idéias sobre o que as igrejas Cristãs deveriam estar fazendo e há muita validez no que eles dizem.

Pastores podem achar muitos pontos úteis nos livros de Rick Warren, George Barna, Lyle Schaller e outros. Uma igreja saudável estará fazendo coisas que ajudem os membros e coisas que atraem novos membros. Nós usamos tais livros, e publicamos idéias semelhantes, como em nosso folheto Visão 2000.

Ainda é possível transformar uma lista perfeitamente válida de idéias em legalizmo--ou até mesmo em um programa que trabalha sem Cristo, simplesmente porque vai ao encontro de pontos sociológicos inteligentes. Nós não temos que olhar muito longe para achar igrejas crescendo e que têm a doutrina ruim. Em alguns casos eles estão crescendo por causa da doutrina ruim deles. O mundo não está faltando de pessoas que gostam de dogmatismo, moralismo e separatismo.

Os grupos de culto que estão crescendo estão fazendo algo obviamente direito. Eles projetam um senso claro de identidade, eles podem ter programas para as famílias, crianças e mulheres. Eles têm métodos de envolver as pessoas no trabalho da igreja, compartilhando a mensagem, estudando doutrinas e fazendo trabalhos bons. Eles podem ser socialmente saudáveis e crescentes na sociedade, e eles podem parecer bons através de medidas externas, mas dentro deles são espiritualmente fracos.

Um foco espiritual
Nossa visão para a igreja não deve ser para resultados externos sua prioridade. Quando Cristo estabeleceu a igreja, ele não focalizou em ministérios de familia, estilos de adoração ou interesses especiais. Ele não disse para os apóstolos criar programas especiais para construir companheirismo, serviço e ministério. Essas coisas poderiam acontecer bem, mas elas não eram a prioridade. A prioridade que Jesus deu a igreja era o evangelho. Leve esta mensagem em todo o mundo, ele disse. " Isto é o que esta escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitara dos mortos no terceiro dia, e será pregado arrependimento e perdão de pecados no nome dele para todas as nações, começando por Jerusalém" (Lucas 24:46-47).

Deus, retifica sua promessa na Bíblia, proveu perdão para todas as nações, e este perdão é possível pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Paulo disse quase a mesma coisa quando ele definiu o evangelho em 1 Coríntios 15:3-4: " Pelo o que eu recebi eu passei para vocês como de primeira importância: aquele Cristo morreu para nossos pecados de acordo com a Bíblia que ele foi enterrado, que ele ressuscitou no terceiro dia de acordo com a Bíblia ".

Esta é a fundação da identidade Cristã, e também é a fundação da identidade da igreja. Nós devemos ser pessoas que acreditam e ensinam a mensagem da morte de Jesus e ressurreição, de arrependimento e perdão, tudo de acordo com a Bíblia. Isto não é somente uma das muitas coisas que a igreja faz--é a coisa central, de qual tudo mais tem que fluir. Nossa identidade, nossa missão e nossos ministérios deveriam radiar deste centro.

Graça e pecado
Por exemplo, Paulo nos fala que nós devemos perdoar outras pessoas como Cristo nos perdoou (Col. 3:13). O evangelho da graça nos leva para auxiliar a graça de Cristo para o mundo. Nós somos pessoas perdoadas, uma igreja na qual as prostitutas e outros são bem-vindos de forma que eles possam receber garantia da misericórdia de Deus e perdão junto com o amor de Deus, aceitação e encorajamento que conduzam a uma vida nova. Como pode a igreja ser um hospital para pecadores se recusa permitir que os pecadores mais desesperados passem pela porta?

No evangelho, é revelada a justiça de Deus (Rom. 1:17). O Deus íntegro que é fiel às suas promessas perdoa e limpa todos que estão em Cristo. Todos que puseram a confiança em Cristo pertencem a Deus e são lhes concedido a justiça de Cristo. Nós não temos nenhuma justiça de nos mesmos. Nós só estamos firmes pela graça, e o melhor percebemos isto, melhor podemos receber outros que desesperadamente precisam de graça.

Isso não significa que nós estamos inconscientes a pecar. Longe disto! Nós não pudemos apreciar graça sem saber quão mau nosso pecado é. O Novo Testamento nos dá bastantes mandamentos, assim não é difícil vermos que nós caímos. Portanto, nossa força não está em nós mesmos.

Está em Cristo, por quem somos limpos não só reconciliados, mas também santificados e íntegros. No poder de Cristo pelo Espírito, nós lutamos com o pecado enquanto que vivermos, e isso deveriam nos ajudar a ser paciente com os outros, especialmente esses cujos pecados acontece a ser diferente dos nossos. Jesus morreu por nossos pecados porque ele nos ama. A meta dele é perdão. Ele era gentil com prostitutas, gentil com o fracasso de Peter, mas ele foi duro com as atitudes dos Fariseus de superioridade religiosa. São nossas atitudes em direção ao pecado semelhantes à dele? Como as cartas de Paulo mostram, há um lugar para disciplina amorosa, mas as cartas dele também mostram tremenda paciência lidando com igrejas cheias de problemas. As cartas dele estão cheias de graça, não com condenação dura. Nós devemos ser uma igreja na qual graça e perdão são mais proeminentes que condenação.

Jesus falou para os apóstolos ensinarem os crentes a obedecer tudo o que Jesus comandou. Ao considerarmos o que a igreja deve fazer em seu futuro, nós precisamos considerar este par de mandamentos: Não peque, e não julgue.

Amor e recordação
Ame um ao outro, Jesus comandou. A igreja é para ser de pessoas que amam uns aos outros. Eles passam tempo juntos, eles se preocupam um com ao outro, eles ajudam o outro com as necessidades espirituais e materiais. Eles vivem a " vida de lava pés " que Jesus comandou. Jesus também comandou, "Faca isto em memória de mim," assim seu povo compartilha pão em memória do corpo e sangue de Jesus. Jesus não nos deu muitos outros rituais. Ele não era grande em rituais, mas ele comandou este aqui.

Não era porque ele estava interessado nas formalidades externas ou porque queria um certo tipo de pão ou um certo tipo de vinho. Ao contrario, ele nomeou este sacramento porque as identifica pessoas que são exclusivamente dele--elas são as pessoas em que acham suas identidades num crucificado e ressuscitado Salvador. Nós temos que lembrar de Cristo--e temos de lembrar dele do modo que ele comandou, por pão e vinho. Ao fazermos isto, nós somos confrontados com o evangelho que Jesus morreu para nós e que nós vivemos agora na ressurreição dele.

Ele não morreu só para mim--ele morreu para nós. Nós todos somos igualmente endividados para com ele; não há nenhum lugar para arrogância à Ceia de Deus; nós todos estamos sendo servido por nosso Salvador. A Ceia do Senhor nos faz lembrar de quem somos, e que nossa mensagem é construída numa morte infame e uma ressurreição gloriosa. Isso nos põe em perspectiva. Isso nos conta o que nosso pecado merece, e com que poder fomos salvos.

Lucas descreve a igreja primitiva no seu auge: " Eles se dedicaram ao ensino dos apóstolos e para o companheirismo, para o quebrar o pão e para a oração " (Atos 2:42). Esta é uma resposta louvável ao perdão e vida nova que temos em Cristo. Nós precisamos estar atentos a doutrina, especialmente o evangelho, e para o companheirismo regular, adoração e oração. Verso 46 repete estes pensamentos: "Diariamente eles continuaram se encontrando juntos no templo. Eles quebravam pão em suas casas e comiam juntos com corações contentes e sinceros.”

Resumo
Se nossa igreja é grande ou pequena, rica ou pobre, moderna ou pós-moderna, nosso primeiro senso de identidade e missão deveria estar nestas coisas:

A. O evangelho de Jesus Cristo

1. A mensagem sobre Jesus Cristo, uma Pessoa, o Filho de Deus, Deus na carne, crucificado e ressuscitado para todas as pessoas.

2. A mensagem da graça de Deus e perdão que são manifestas pela morte de Jesus e ressurreição para nos.

3. O chamado para fé (confiança e confidencia) em Jesus Cristo, fé que é acompanhada através de arrependimento (reconhecimento em tristeza religiosa do egoísmo pessoal e necessidade da misericórdia) e salvação.

4. A mensagem central da Bíblia, Velho e Novo Testamento.

5. As boas noticias para todas as nações, para todos os pecadores.

B. Os mandamentos de Jesus Cristo

6. Amor uns aos outros, perdoe um ao outro, sirva um ao outro--tudo ilustrados pelo próprio evangelho.

7. Compartilhar pão e vinho em memória de Jesus Cristo, o pão e vinho apontam para a verdade central do evangelho, que a salvação é possível porque Jesus morreu para nossos pecados.

C. O exemplo da igreja primitiva

8. Uma preocupação para doutrinas, para o ensino apostólico que inclui todos os pontos do evangelho.

9. Uma preocupação para companheirismo, por se encontrar um com outro, compartilhando um com outro, comendo um com outro, tudo com respeito ao evangelho.

10. Uma preocupação para adoração--oração, companheirismo e a Ceia do Senhor.

Ministérios em perspectiva
Os princípios acima nos ajudam a manter nossos ministérios práticos em perspectiva. Grupos pequenos não são um fim em si mesmos, por exemplo. Nós não criamos grupos pequenos só porque outras igrejas os têm, ou porque algum livro disse que este era um modo para facilitar evangelismo ou crescimento. Grupos pequenos podem ajudar, mas eles são um método, e a meta é mais importante que o método. A meta é para se encontrarmos juntos para adoração, companheirismo em Cristo, compartilhando e ajudando um ao outro. Si nos grupos pequenos isto acontece, ótimo! Si eles não fizerem, então o foco deles deveria ser mudado.

Semelhantemente, nós ensinamos o ministério de todos os crentes, mas não porque é uma palavra usada em alguns círculos. Ela tem uma base teológica, o fato que Jesus morreu para cada um de nós, e foi gentil a cada um de nós, e comandou a cada um para servir o outro. O modo em que cada um serve pode ser moldado pela saúde, finanças ou outras circunstâncias fora de nosso controle, mas nós temos de servir de qualquer modo que possamos.

Nós compartilhamos nosso tempo, talentos e tesouros, porque nossas vidas foram compradas pelo sangue de Jesus Cristo. Cristo nos possui totalmente, não só 10 por cento de nosso dinheiro e um dia de nossa semana. Reconciliação racial é um importante ministério em nossa igreja multi-étnica. Mas só pode fluir si há reconciliação com Deus por Jesus Cristo.

Quando Deus nos deu o "ministério de reconciliação" (2 Cor. 5:18), ele quis dizer nossa reconciliação em primeiro lugar a ele por Cristo, e segundo nossa reconciliação para com todos os seres humanos, e fluindo disso, reconciliação para grupos de pessoas específicas. Reconciliação racial, ou qualquer ministério particular da igreja, é justamente compreendido não como um fim em si mesmo, mas como resultado de nossa reconciliação com Deus por Cristo. Tais ministérios deveriam emergir do evangelho da graça atuando em nossas vidas, não somente de um esforço para fazer a igreja atraente.

O ministério de crianças é outro exemplo. Nós não promovemos o ministério de crianças somente porque "todas as igrejas que estão crescendo têm um bom ministério de criança". Nem é o ministério de crianças uma estratégia de - crescimento da igreja projetado para atrair um certo grupo socioeconômico. Nem para sermos divulgados como uma congregação simplesmente.

O ministério de crianças existe para ensinar o evangelho a crianças, porque Jesus nos comanda que levemos o evangelho a todo o mundo. Pode haver numerosos benefícios adicionais ao ministério de crianças, também, mas nós precisamos manter a meta principal em mente. Nós poderíamos listar uma variedade de outros ministérios, todos legítimos em si. Mas o problema com listas é que eles podem se tornar uma lista de coisas para imitar parecer a uma igreja saudável. Mas uma pilha de programas não é o que faz uma igreja saudável.

O evangelho é o que faz uma igreja saudável. Nós temos que manter o evangelho na vanguarda de nosso pensamento e planejamento, ou todos nossos programas e ministérios serão meras conchas ocas. Nossa identidade está em Cristo, no Salvador crucificado que morreu para nossos pecados e foi elevado em glória. Isso significa que nós éramos pecadores, merecedores da vergonha e morte. Nós podemos ser identificados com Jesus na cruz. Nós estávamos lá, como se crucificados com Cristo. E a cruz continua sendo nosso ponto de identificação--um chamado para humildade, serviço e graça. O que nós foi dado assim livremente, devemos dar livremente a outros. Isso é ministério.

Quando o Cristo retornar, o que procurará ele? Ele nos julgará pelo número de membros, o tamanho de nosso orçamento ou o número de revistas que imprimimos? Ele nos julgará pelos dias que guardamos, as canções que cantamos, o número de ministérios que temos? Procurará ele os edifícios que usamos ou as decorações que nós temos? Não. Quando Cristo retornar, o que procurará ele? Ele procurará fé-- .esses que confiam nele que será salvo. E ele procurará fidelidade--esses que estão fazendo o que ele lhes disse que fizessem. Nos somos chamados para fazer seu trabalho, estar nos seus negócios - a tarefa de confiar em sua graça e misericórdia ao espalharmos suas boas novas e vivermos suas implicacões.

Joseph Tkach

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